Um lugar ao sol -
Eu não sei se você se pergunta qual o sentido da vida, ou por que razão você está onde está e faz o que faz, ou pelo que está lutando. Cada dia mais, a ganância, a frivolidade, o egoísmo e a falta de caráter parecem permear nossos mundos, nossas relações e nosso cotidiano.
A busca por nosso lugar ao sol é um incessante redescobrir-se, um eterno questionar-se; é compreender o que nos move, o que nos alimenta; é olhar para o lado e entender quem nos rodeia; é perdoar, trocar, crescer juntos; é acalmar nossos anseios e dar espaço para o nosso verdadeiro EU.
Na correria do dia-a-dia, buscamos ser aceitos, fazer certo, ser os melhores. Mas sob que olhar, que conceitos, que significados e padrões interiorizados classificamos o nosso próprio “estar correto”? Quantas vezes nos disseram ou ouvimos algo que passamos a acreditar ser uma “regra de conduta”?
Para encontrar nosso lugar ao sol, precisamos conceber novos padrões, novas formas de ver o mundo, novas maneiras de ter alegria. Precisamos deixar o que o mundo quer de nós de lado e descobrir a chama que nos dá energia e nos faz ter vontade de continuar. Precisamos saber o que queremos e o não queremos em nossas vidas. Sem medos, sem culpas, sem bloqueios, sem certos e errados.
Mas com muito, muito amor no coração e o impulso de sempre fazer o bem. Seja para nós mesmos, ou para aqueles com quem convivemos.
Como achar o caminho? Fazendo diferente. Ousando. Inventando. Testando. Reaprendendo.
Nunca saberemos tudo. Não somos os “donos da razão”. No mundo, há muitas “verdades”, muitos caminhos, muitas opções. Podemos ter, ir, ser, aquilo que quisermos. Djavan cantou: “(...) só quem faz tem. Já que nasceu, vai fundo e tudo bem. Você nasceu pra tudo o que é seu. Nem queira saber o quanto você tem. Você é, você quer, você pode e, se não se render, chega lá!”.
Acho que é isso. Apesar dos contra-tempos, da hipocrisia, da falsidade, dos medos, conseguir ir mais além; dar um passo maior do que acostumamos; nos permitir mais do que acreditamos. Enfim, ter a certeza de que cada semente plantada vai gerar, a seu tempo, o fruto que cultivamos. E a felicidade? É só conseqüência.
22.2.06
6.12.05
Lágrimas -
Chorar faz parte da vida. As lágrimas nos ajudam a colocar a emoção para fora e limpar o coração, tantas vezes apertado pelas mágoas, tristezas, ansiedades. Cada lágrima escorrida é como um peso a menos em nossos ombros.
Mas não choramos só de tristeza. Choramos de alegria, de raiva, de remorso, de desapontamento, de saudade. Choramos por querer quem não temos mais; choramos ao termos concluído um trabalho difícil; choramos quando nos machucamos, física ou emocionalmente; choramos ao encontrarmos aquilo que buscávamos; choramos de agradecimento; choramos quando esperamos mais do que os outros são capazes de nos dar; choramos ao reencontrar um ser amado.
E como nós choramos! Alguns mais, outros menos. Há pessoas, que após um sério acontecimento da vida, deixam de chorar. Fecham-se no seu mundinho e seguram as emoções no canto mais profundo da memória. Se elas são fortes? Não, nem um pouco. Essas são as mais fracas, pois não têm nem coragem de encarar as próprias decepções e assumir o que sentem. Essas pessoas decidiram que, para conseguir suportar a vida, precisam parecer fortes para os outros. Mas tenha certeza: elas sabem exatamente o tamanho dos seus medos, das suas limitações e das suas fraquezas.
Até porque, chorar não é sinal de fraqueza – nem nunca foi! Aqueles pais machistas que dizem aos filhos: “chorar é coisa de mulher, seja forte!”, não sabem o mal que estão fazendo. Chorar significa estarmos abertos para o mundo e permitirmos que determinadas pessoas especiais conheçam quem somos de verdade e o que se passa em nosso coração.
As lágrimas podem ser tão bonitas. Podem demonstrar sensibilidade, empatia, compaixão. Podem ser uma grande prece, mais significativas do que muitas palavras decoradas. Podem ser também o escape de um sentimento egoísta, como a raiva, ou o ciúme. Mas só o fato de derramá-las já é um grande passo para estes, pois significam arrependimento.
Chore sempre. Chore com verdade. Chore com ou sem motivo. Mas não se perca em suas próprias lágrimas, porque chorar demais pode levar à depressão. Aprenda a ter equilíbrio - chore quando precisar, sorria a maior parte do tempo e dê risadas das piadas e dos enganos da vida.
Lembre-se: uma lágrima pode libertar um coração e um sorriso pode acordá-lo para a vida. Não deixe de chorar jamais. E corra sempre, sempre, em busca da sua felicidade.
Ah... Quando estiver feliz também pode chorar, viu!
Chorar faz parte da vida. As lágrimas nos ajudam a colocar a emoção para fora e limpar o coração, tantas vezes apertado pelas mágoas, tristezas, ansiedades. Cada lágrima escorrida é como um peso a menos em nossos ombros.
Mas não choramos só de tristeza. Choramos de alegria, de raiva, de remorso, de desapontamento, de saudade. Choramos por querer quem não temos mais; choramos ao termos concluído um trabalho difícil; choramos quando nos machucamos, física ou emocionalmente; choramos ao encontrarmos aquilo que buscávamos; choramos de agradecimento; choramos quando esperamos mais do que os outros são capazes de nos dar; choramos ao reencontrar um ser amado.
E como nós choramos! Alguns mais, outros menos. Há pessoas, que após um sério acontecimento da vida, deixam de chorar. Fecham-se no seu mundinho e seguram as emoções no canto mais profundo da memória. Se elas são fortes? Não, nem um pouco. Essas são as mais fracas, pois não têm nem coragem de encarar as próprias decepções e assumir o que sentem. Essas pessoas decidiram que, para conseguir suportar a vida, precisam parecer fortes para os outros. Mas tenha certeza: elas sabem exatamente o tamanho dos seus medos, das suas limitações e das suas fraquezas.
Até porque, chorar não é sinal de fraqueza – nem nunca foi! Aqueles pais machistas que dizem aos filhos: “chorar é coisa de mulher, seja forte!”, não sabem o mal que estão fazendo. Chorar significa estarmos abertos para o mundo e permitirmos que determinadas pessoas especiais conheçam quem somos de verdade e o que se passa em nosso coração.
As lágrimas podem ser tão bonitas. Podem demonstrar sensibilidade, empatia, compaixão. Podem ser uma grande prece, mais significativas do que muitas palavras decoradas. Podem ser também o escape de um sentimento egoísta, como a raiva, ou o ciúme. Mas só o fato de derramá-las já é um grande passo para estes, pois significam arrependimento.
Chore sempre. Chore com verdade. Chore com ou sem motivo. Mas não se perca em suas próprias lágrimas, porque chorar demais pode levar à depressão. Aprenda a ter equilíbrio - chore quando precisar, sorria a maior parte do tempo e dê risadas das piadas e dos enganos da vida.
Lembre-se: uma lágrima pode libertar um coração e um sorriso pode acordá-lo para a vida. Não deixe de chorar jamais. E corra sempre, sempre, em busca da sua felicidade.
Ah... Quando estiver feliz também pode chorar, viu!
22.10.05
Começar de novo... -
Nossa vida acontece em ciclos. Temos altos e baixos, solidão e paixão, alegrias e tristezas, empregos e desemprego, estudos e crescimento pessoal. Em alguns momentos, parece que estamos começando do zero: mudamos de trabalho, de amigos, de companheiro, até de cidade. E por vezes, esses fatores vêm todos juntos. E como é difícil recomeçar e só contar conosco mesmos.
A gente fraqueja, chora, quer desistir. A gente pede ajuda, reza, grita. A gente sai do lugar, faz diferente, dá novos passos. E como a gente aprende!
Ivan Lins escreveu uma música que traduz de um jeito impressionante o sentimento daqueles que têm que recomeçar. Vou transcrever a primeira parte da música, pois sei que muitos se sentem exatamente assim e precisam de muito estímulo para conseguir acordar a cada novo dia. “Começar de novo e contar comigo; vai valer a pena ter amanhecido; ter me rebelado, ter me debatido; ter me machucado, ter sobrevivido; ter virado a mesa, ter me conhecido; ter virado o barco, ter me socorrido (...)”.
Cada novo ciclo da vida exige de nós mudanças. Exige compreender o que passou, aceitar as perdas, conhecer nossas reais necessidades, amadurecer. Muitas vezes precisamos de um tempo parados para refletir e ter condições físicas e mentais para começar uma vida nova - precisamos estar prontos para isso.
Vale chorar; vale querer desistir; vale caluniar o outro; vale se isolar do mundo; vale “chutar o balde”. Mas só vale na hora, naquele momento em que a bomba explode e o nosso mundinho desaba. Depois, não vale mais. Depois, vale lutar; vale querer uma vida melhor; vale perdoar; vale acreditar que a força para recomeçar está dentro de nós mesmos.
É... a força para recomeçar está dentro de nós! Precisamos arrumar uma maneira de encontrá-la e seguir em frente.
Voltemos às músicas. Maria Rita regravou uma canção de Milton Nascimento. Outra música profunda, que diz mais nas entrelinhas do que podemos ouvir. Parte dela diz: “e assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida. A hora do encontro é também despedida. A plataforma dessa estação é a vida (...)”.
E esses são os recomeços: fins e inícios, encontros e desencontros. Para chegarmos a algum lugar, precisamos sair de onde estávamos. Muitas coisas que parecem essenciais hoje, representarão nada amanhã. Ou você nunca olhou para trás e se achou bobo por dar tanto valor a algo? Acho que isso diz tudo. A felicidade exige que abramos mão de algumas coisas. Muitas vezes dói, muitas vezes queremos desistir. Mas saber recomeçar é saber que a felicidade se constrói a cada minuto, a cada reencontro conosco mesmos, a cada novo começo.
Nossa vida acontece em ciclos. Temos altos e baixos, solidão e paixão, alegrias e tristezas, empregos e desemprego, estudos e crescimento pessoal. Em alguns momentos, parece que estamos começando do zero: mudamos de trabalho, de amigos, de companheiro, até de cidade. E por vezes, esses fatores vêm todos juntos. E como é difícil recomeçar e só contar conosco mesmos.
A gente fraqueja, chora, quer desistir. A gente pede ajuda, reza, grita. A gente sai do lugar, faz diferente, dá novos passos. E como a gente aprende!
Ivan Lins escreveu uma música que traduz de um jeito impressionante o sentimento daqueles que têm que recomeçar. Vou transcrever a primeira parte da música, pois sei que muitos se sentem exatamente assim e precisam de muito estímulo para conseguir acordar a cada novo dia. “Começar de novo e contar comigo; vai valer a pena ter amanhecido; ter me rebelado, ter me debatido; ter me machucado, ter sobrevivido; ter virado a mesa, ter me conhecido; ter virado o barco, ter me socorrido (...)”.
Cada novo ciclo da vida exige de nós mudanças. Exige compreender o que passou, aceitar as perdas, conhecer nossas reais necessidades, amadurecer. Muitas vezes precisamos de um tempo parados para refletir e ter condições físicas e mentais para começar uma vida nova - precisamos estar prontos para isso.
Vale chorar; vale querer desistir; vale caluniar o outro; vale se isolar do mundo; vale “chutar o balde”. Mas só vale na hora, naquele momento em que a bomba explode e o nosso mundinho desaba. Depois, não vale mais. Depois, vale lutar; vale querer uma vida melhor; vale perdoar; vale acreditar que a força para recomeçar está dentro de nós mesmos.
É... a força para recomeçar está dentro de nós! Precisamos arrumar uma maneira de encontrá-la e seguir em frente.
Voltemos às músicas. Maria Rita regravou uma canção de Milton Nascimento. Outra música profunda, que diz mais nas entrelinhas do que podemos ouvir. Parte dela diz: “e assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida. A hora do encontro é também despedida. A plataforma dessa estação é a vida (...)”.
E esses são os recomeços: fins e inícios, encontros e desencontros. Para chegarmos a algum lugar, precisamos sair de onde estávamos. Muitas coisas que parecem essenciais hoje, representarão nada amanhã. Ou você nunca olhou para trás e se achou bobo por dar tanto valor a algo? Acho que isso diz tudo. A felicidade exige que abramos mão de algumas coisas. Muitas vezes dói, muitas vezes queremos desistir. Mas saber recomeçar é saber que a felicidade se constrói a cada minuto, a cada reencontro conosco mesmos, a cada novo começo.
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