Quem sou eu? -
Você sabe quem é você? Mesmo? Você sabe dizer exatamente do que gosta e do que não gosta? Como reage diante de uma situação difícil? Como é diante de muitas pessoas e se muda quando está perto de amigos íntimos? Sabe perceber quando é aceito e suas palavras desejadas? Conhece seus defeitos e suas qualidades?
Muitas perguntas, não? Mas necessárias. Necessárias ao auto-conhecimento. Saber o que somos, do que gostamos, como agimos, como somos vistos e até se somos diferentes de acordo com cada situação é essencial para sabermos lidar com o mundo, com as pessoas que convivemos e sermos felizes.
Uma frase muito conhecida diz “ame-se primeiro para depois amar, pois quem não tem algo não o pode dar”. Eu concordo. E também acho que ninguém ama quem não conhece. Então se não nos conhecemos, como podemos nos amar?
Conhecer-se começa por sabermos nossos limites. Compreender o que é válido em nossas vidas e o que não é. Por exemplo: você fuma? Saber se gosta do cheiro e do gosto do cigarro pode dizer se essa situação vai fazer parte do seu dia-a-dia, ou não. A mesma coisa para roupas, jóias, perfume, comida, bebida – você sabe exatamente do que gosta ou vai atrás de modismos para ser aceito? Será que você não muda seus hábitos, por exemplo, em função do hábito do parceiro?
Nós mudamos muito de acordo com as situações. Claro que não podemos ser brincalhões o tempo todo, ou sérios o tempo todo. Há momento para tudo. Mas mudar de opinião e de personalidade como quem muda de roupa é um grande problema.
Comece fazendo uma lista do que gosta e do que não gosta. Comece a perceber-se nas situações. Perceba no que você é diferente dos outros. Descubra o que gosta em você mesmo e o que pode fazer melhor. Entenda suas limitações e expanda suas qualidades. Aprenda a se aceitar como você é, mas tendo consciência de que sempre podemos mudar para melhor.
Mas o que é ser “melhor”? Aí está o auto-conhecimento. Sermos melhores hoje do que éramos ontem. Compararmo-nos a nós mesmos e não aos outros. Entendeu? Vou explicar melhor. As mulheres se acham magras ou gordas sempre se comparando a outras mulheres. Na escola, nos achamos bons ou maus alunos nos comparando aos outros alunos. Nos achamos pessoas benevolentes ou egoístas comparando nossos gestos aos dos outros.
E se mudarmos a perspectiva? Compare-se com você mesmo. Ontem você estava mais magro, menos inteligente, ou menos caridoso? Olhando para você mesmo há um ano, você era alguém melhor ou pior? Mas lembre-se que só vale a SUA PRÓPRIA concepção de “melhor” ou “pior”.
Saber quem é você é compreender o seu papel no mundo; é aceitar-se; é respeitar-se; é saber o que o faz mal e saber dizer não a isso; é conhecer suas aptidões; é saber quais são os seus sonhos; é saber e valorizar o que se tem de bom e especial na vida; é se olhar no espelho e conseguir dizer com o coração tranqüilo “EU ME AMO”.
Quando você se conhece e se ama, consegue viver com tranqüilidade, pois sabe o que quer, onde quer chegar e o que pode fazer para chegar lá. Quando você se conhece e se ama, pode amar e ser amado. Quando você se conhece e se ama, pode descobrir mais facilmente o caminho para a felicidade.
9.10.05
10.9.05
Bate Coração! -
Como é bom estar apaixonado. Poder falar aquela frase: “há quanto tempo eu não sentia isso!”. Quando nos apaixonamos parece que a vida fica mais colorida. Nossos pais sempre dizem que parece que vimos um “passarinho verde”. Não faço idéia de onde essa expressão surgiu, mas acredito que seja dita há décadas!
A paixão age no nosso organismo como quando comemos um doce delicioso, ou praticamos nosso esporte favorito: aumenta o nível de adrenalina e outros hormônios relacionados ao prazer. Ficamos mais ativos, corados, ansiosos.
Estar apaixonado é ver a vida com outros olhos; é perceber mais os detalhes; é contar as horas, os minutos; é rir por nada; é não conseguir pensar em mais nada; é saber que há alguém pensando em você; é planejar o dia em função de alguém; é se sentir feliz mesmo sem saber o porquê.
E quando não estamos apaixonados, parece que sempre estamos à procura desse sentimento. Parece que a paixão nos faz falta. Talvez pelas nossas carências, pela necessidade incessante que o ser humano tem de dar e receber amor e carinho.
Dizem que não escolhemos por quem nos apaixonamos. Eu ainda não pude comprovar essa tese. Mas que acontece de olharmos para alguém e perdermos o fôlego, sentirmos a pulsação aumentar e aquele calor subir, acontece! E, quanto a isso, é difícil tentar lutar. O desejo e a atração parecem mais fortes que nós.
Outras vezes ficamos com alguém por achar essa pessoa interessante e, só depois de um tempo, nos apaixonamos. Neste caso, a relação é um pouco mais “racional”, não perdemos a razão logo de cara. Mas quando a paixão vem, pela pessoa que nós escolhemos, é tão bom. O sentimento é o mesmo, as sensações são as mesmas. E se sabemos que ela combina de verdade conosco, perfeito! Achamos a pessoa certa.
Mas mesmo que você não tenha escolhido, apaixone-se sempre! Não perca oportunidades esperando a “pessoa certa”. Ela vai aparecer na “hora certa”. Até lá, viva o hoje. Sentindo tudo o que o hoje pode lhe dar! Sendo feliz hoje, mesmo que não seja como no conto da Cinderela. Pois a felicidade é vivida a cada minuto e não para sempre...
Como é bom estar apaixonado. Poder falar aquela frase: “há quanto tempo eu não sentia isso!”. Quando nos apaixonamos parece que a vida fica mais colorida. Nossos pais sempre dizem que parece que vimos um “passarinho verde”. Não faço idéia de onde essa expressão surgiu, mas acredito que seja dita há décadas!
A paixão age no nosso organismo como quando comemos um doce delicioso, ou praticamos nosso esporte favorito: aumenta o nível de adrenalina e outros hormônios relacionados ao prazer. Ficamos mais ativos, corados, ansiosos.
Estar apaixonado é ver a vida com outros olhos; é perceber mais os detalhes; é contar as horas, os minutos; é rir por nada; é não conseguir pensar em mais nada; é saber que há alguém pensando em você; é planejar o dia em função de alguém; é se sentir feliz mesmo sem saber o porquê.
E quando não estamos apaixonados, parece que sempre estamos à procura desse sentimento. Parece que a paixão nos faz falta. Talvez pelas nossas carências, pela necessidade incessante que o ser humano tem de dar e receber amor e carinho.
Dizem que não escolhemos por quem nos apaixonamos. Eu ainda não pude comprovar essa tese. Mas que acontece de olharmos para alguém e perdermos o fôlego, sentirmos a pulsação aumentar e aquele calor subir, acontece! E, quanto a isso, é difícil tentar lutar. O desejo e a atração parecem mais fortes que nós.
Outras vezes ficamos com alguém por achar essa pessoa interessante e, só depois de um tempo, nos apaixonamos. Neste caso, a relação é um pouco mais “racional”, não perdemos a razão logo de cara. Mas quando a paixão vem, pela pessoa que nós escolhemos, é tão bom. O sentimento é o mesmo, as sensações são as mesmas. E se sabemos que ela combina de verdade conosco, perfeito! Achamos a pessoa certa.
Mas mesmo que você não tenha escolhido, apaixone-se sempre! Não perca oportunidades esperando a “pessoa certa”. Ela vai aparecer na “hora certa”. Até lá, viva o hoje. Sentindo tudo o que o hoje pode lhe dar! Sendo feliz hoje, mesmo que não seja como no conto da Cinderela. Pois a felicidade é vivida a cada minuto e não para sempre...
3.9.05
Por que comigo? Justo comigo! –
Como é ruim decepcionar-se. Dizer que não devemos criar expectativas é falar o óbvio. Só que, mesmo assim, continuamos a não só criar essas expectativas, mas a colocar todas as nossas energias e perspectivas em um só foco. Quando o que esperamos não acontece ou dá errado, vem aquela baita decepção.
Já que as expectativas são naturais, acho que o conselho a ser dado é outro. Precisamos é fundamentar equilibradamente nossas vidas em três fatores essenciais: o físico (saúde, lazer, esportes), o emocional (família, amigos, companheiro, religião) e o intelectual (estudo, trabalho). Doando a mesma energia, tempo e dedicação a cada um desses três fatores é possível não cair, mesmo diante de uma grande decepção, pois teremos outras bases em que nos apoiar.
O problema é que, se queremos algo, largamos todo o resto em função disso. Se estamos na faculdade, só estudamos - o resto da vida praticamente pára. Se estamos em um relacionamento, depositamos todas as nossas expectativas no futuro dessa relação. E se ela acaba? Nós afundamos junto. Se trabalhamos demais, vem o estresse, perdemos a saúde. É preciso haver um equilíbrio.
Este equilíbrio é que vai trazer a segurança para resistirmos a qualquer tipo de decepção.
Acho que o mais difícil é quando nos decepcionamos com alguém. Para o dinheiro se dá um jeito, para o relacionamento, arrumamos outro. Mas acreditar, confiar e até idolatrar alguém e perceber que esta pessoa não era nada daquilo que acreditávamos dói. Dói porque nos sentimos traídos, burros, ingênuos. A decepção é mais conosco mesmos do que com o outro.
E como recuperar-se? Aprendendo que ninguém pensa como nós; ninguém age como nós; ninguém se doa como nós. Aprendendo que ninguém é perfeito, pelo contrário, as pessoas têm defeitos e agem sempre pensando em si em primeiro lugar. Isso é ruim? Não. Devemos pensar primeiro em nós. Mas não devemos ser egocêntricos. Precisamos conseguir olhar para o lado e ver que existe um outro igual a nós: alguém que está aqui para aprender, crescer, melhorar, evoluir.
E não podemos achar que porque nos decepcionamos com uma pessoa, todo o resto do mundo não presta. Não diz o ditado que “a esperança é a última que morre”. Acredite nisso. Entrar em depressão é cavar diariamente e continuamente um buraco, estando dentro dele! Quem sabe não seja você mesmo quem vai fazer essa pessoa, foco da sua desilusão, ser alguém melhor?
A vida é um ciclo diário. Todo dia podemos começar uma nova história. Basta querermos e termos PERSEVERANÇA. Nenhuma decepção dura para sempre. Assim como nenhuma alegria. Por isso, cada decepção é somente o fim de um ciclo e início de outro. Se aprendermos com o que nos fez sofrer, podemos fazer diferente no novo ciclo que se inicia. Fazendo diferente, a chance de sermos felizes é cada dia maior.
Como é ruim decepcionar-se. Dizer que não devemos criar expectativas é falar o óbvio. Só que, mesmo assim, continuamos a não só criar essas expectativas, mas a colocar todas as nossas energias e perspectivas em um só foco. Quando o que esperamos não acontece ou dá errado, vem aquela baita decepção.
Já que as expectativas são naturais, acho que o conselho a ser dado é outro. Precisamos é fundamentar equilibradamente nossas vidas em três fatores essenciais: o físico (saúde, lazer, esportes), o emocional (família, amigos, companheiro, religião) e o intelectual (estudo, trabalho). Doando a mesma energia, tempo e dedicação a cada um desses três fatores é possível não cair, mesmo diante de uma grande decepção, pois teremos outras bases em que nos apoiar.
O problema é que, se queremos algo, largamos todo o resto em função disso. Se estamos na faculdade, só estudamos - o resto da vida praticamente pára. Se estamos em um relacionamento, depositamos todas as nossas expectativas no futuro dessa relação. E se ela acaba? Nós afundamos junto. Se trabalhamos demais, vem o estresse, perdemos a saúde. É preciso haver um equilíbrio.
Este equilíbrio é que vai trazer a segurança para resistirmos a qualquer tipo de decepção.
Acho que o mais difícil é quando nos decepcionamos com alguém. Para o dinheiro se dá um jeito, para o relacionamento, arrumamos outro. Mas acreditar, confiar e até idolatrar alguém e perceber que esta pessoa não era nada daquilo que acreditávamos dói. Dói porque nos sentimos traídos, burros, ingênuos. A decepção é mais conosco mesmos do que com o outro.
E como recuperar-se? Aprendendo que ninguém pensa como nós; ninguém age como nós; ninguém se doa como nós. Aprendendo que ninguém é perfeito, pelo contrário, as pessoas têm defeitos e agem sempre pensando em si em primeiro lugar. Isso é ruim? Não. Devemos pensar primeiro em nós. Mas não devemos ser egocêntricos. Precisamos conseguir olhar para o lado e ver que existe um outro igual a nós: alguém que está aqui para aprender, crescer, melhorar, evoluir.
E não podemos achar que porque nos decepcionamos com uma pessoa, todo o resto do mundo não presta. Não diz o ditado que “a esperança é a última que morre”. Acredite nisso. Entrar em depressão é cavar diariamente e continuamente um buraco, estando dentro dele! Quem sabe não seja você mesmo quem vai fazer essa pessoa, foco da sua desilusão, ser alguém melhor?
A vida é um ciclo diário. Todo dia podemos começar uma nova história. Basta querermos e termos PERSEVERANÇA. Nenhuma decepção dura para sempre. Assim como nenhuma alegria. Por isso, cada decepção é somente o fim de um ciclo e início de outro. Se aprendermos com o que nos fez sofrer, podemos fazer diferente no novo ciclo que se inicia. Fazendo diferente, a chance de sermos felizes é cada dia maior.
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