Preto e branco ou arco-íris? -
Cada um vê o mundo de uma forma. Ninguém vê as cores da mesma maneira. Ninguém percebe os mesmos detalhes e objetos quando chega num ambiente. Lembra que quando você era criança tudo parecia enorme? Hoje você volta ao mesmo lugar e vê tudo menor, mais simples.
Agora imagine nas questões subjetivas da vida. Cada ser humano recebeu uma educação familiar diferente, estudou em lugares diferentes, cresceu em culturas diferentes, aprendeu a ver o mundo com olhos únicos e conceitos particulares. Isso sem contar a personalidade de cada um! Uma situação que leva, invariavelmente, a modos de vida exclusivos e percepções diferenciadas.
A convivência em grupo é um eterno jogo de opiniões, julgamentos, concordâncias ou discordâncias.
Há aquelas pessoas pessimistas, que parecem ver o mundo em preto e branco, ou é oito ou oitenta. Pessoas que sempre vêem o copo meio vazio; que buscam o pior em cada situação; que reclamam constantemente de tudo. Mas também há aquelas que percebem os dias com todos os matizes infinitos que vão do vermelho ao violeta do arco-íris. Pessoas sorridentes, de bem com a vida, que buscam o melhor e sempre dão aquele incentivo quando mais precisamos. Em que grupo você se encaixa?
Claro que existe o meio termo, e que, até as mais otimistas, têm dias ruins. Mas a dificuldade consiste em conviver com as diferenças e ser tolerante para com aqueles que ainda não percebem a magia das cores da vida.
Ter compaixão, compreender o outro, saber calar, saber ouvir, são qualidades essenciais nos dias de hoje – e sempre! Qualidades a serem cultivadas por nós; a serem aprendidas e ensinadas.
Saibamos ver a graça do dia. Saibamos entender as diferenças gigantescas existentes entre cada um de nós. Saibamos olhar o outro e percebê-lo como alguém que sofre e batalha como nós. Saibamos nos colocar no lugar do outro e perceber como ele olha a vida.
Colocando as diferenças de lado, conseguimos conviver em harmonia. Conseguimos entender um pouquinho do que significa essa palavra tão desejada chamada felicidade.
14.8.05
7.8.05
Solidão... Ah! Solidão! -
Você já se sentiu sozinho? Claro. Acho que todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, já se sentiu sozinho. Mas tem gente que passa por momentos maiores de solidão. Momentos em que um enorme vazio parece tomar conta do peito e em que a tristeza é inevitável. Os motivos podem ser os mais variados: a perda de alguém, a distância, a inadequação a situações e amizades, ou a falta de um companheiro.
Aí, saber lidar com a solidão é o mais importante. Seja buscar os colegas e amigos; sair da rotina; abrir o coração!
Nenhuma solidão é eterna, afinal, nunca estamos realmente e completamente sozinhos. Vivemos em sociedade e convivemos com dezenas de pessoas diariamente. Claro que, muitas vezes, os colegas de trabalho não vão suprir a solidão, até porque a conversa no trabalho pode ser só sobre trabalho. E talvez nem os amigos resolvam o problema, pois o sentimento que se tem deseja um “algo a mais”, que não pode ser suprido com um bate-papo de bar ou uma simples conversa. Mas essas são situações que ajudam a fugir da solidão, a driblá-la.
Acredito que estar aberto ao mundo, ter objetivos e, o mais importante, ter paciência, são as soluções mais imediatas à solidão. Chorar faz parte. Desejar faz parte. Se isolar (por alguns momentos apenas!) faz parte. Mas o melhor ainda é descobrir que fatos, atitudes, distanciamentos, prioridades, levaram a esta situação de solidão.
Qualquer médico inteligente diz: “não adianta tratar os sintomas, precisamos descobrir as causas”. Acho que neste ponto é que começamos a lidar corretamente com a solidão – descobrindo a sua causa! E, a partir daí, fazer diferente, buscar o que se deixou de lado, ir atrás do que lhe fará feliz.
Eu tenho certeza de que a felicidade depende essencialmente de nós mesmos. Se a solidão é causada pela falta de alguém, podemos ir atrás desse “alguém”, ou então ter paciência e estar pronto para quando ele chegar. E estar pronto significa se amar em primeiro lugar; significa ter expectativas realistas quanto a alguém que realmente vá combinar com você.
Eu acredito que a solidão também seja uma fase de amadurecimento, em que aprendemos a nos valorizar e a compreender e respeitar o outro. Imagine aparecer um verdadeiro príncipe encantado (ou princesa, claro!) e você não estar preparado pra ele? Isso acontece mais do que você imagina. Pessoas maravilhosas cruzam nossos caminhos e as deixamos passar sem nem perceber o que poderíamos ter tido.
É por isso que acredito que a felicidade dependa, em primeiro lugar, de nós. O outro só vai completar e ser mais uma parte de nossas vidas, entre trabalho, religião, família, amigos, lazer. A solidão muitas vezes é uma fase de preparação. No caso de uma perda, ela é uma fase de transformação e aprimoramento. Mas sempre é amadurecimento. Acreditar nisso, faz a dor ser menor; faz termos esperança de que o amanhã será melhor. Ser feliz depende de uma mudança na forma de ver o mundo. Afinal, a felicidade começa dentro de nós mesmos...
Você já se sentiu sozinho? Claro. Acho que todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, já se sentiu sozinho. Mas tem gente que passa por momentos maiores de solidão. Momentos em que um enorme vazio parece tomar conta do peito e em que a tristeza é inevitável. Os motivos podem ser os mais variados: a perda de alguém, a distância, a inadequação a situações e amizades, ou a falta de um companheiro.
Aí, saber lidar com a solidão é o mais importante. Seja buscar os colegas e amigos; sair da rotina; abrir o coração!
Nenhuma solidão é eterna, afinal, nunca estamos realmente e completamente sozinhos. Vivemos em sociedade e convivemos com dezenas de pessoas diariamente. Claro que, muitas vezes, os colegas de trabalho não vão suprir a solidão, até porque a conversa no trabalho pode ser só sobre trabalho. E talvez nem os amigos resolvam o problema, pois o sentimento que se tem deseja um “algo a mais”, que não pode ser suprido com um bate-papo de bar ou uma simples conversa. Mas essas são situações que ajudam a fugir da solidão, a driblá-la.
Acredito que estar aberto ao mundo, ter objetivos e, o mais importante, ter paciência, são as soluções mais imediatas à solidão. Chorar faz parte. Desejar faz parte. Se isolar (por alguns momentos apenas!) faz parte. Mas o melhor ainda é descobrir que fatos, atitudes, distanciamentos, prioridades, levaram a esta situação de solidão.
Qualquer médico inteligente diz: “não adianta tratar os sintomas, precisamos descobrir as causas”. Acho que neste ponto é que começamos a lidar corretamente com a solidão – descobrindo a sua causa! E, a partir daí, fazer diferente, buscar o que se deixou de lado, ir atrás do que lhe fará feliz.
Eu tenho certeza de que a felicidade depende essencialmente de nós mesmos. Se a solidão é causada pela falta de alguém, podemos ir atrás desse “alguém”, ou então ter paciência e estar pronto para quando ele chegar. E estar pronto significa se amar em primeiro lugar; significa ter expectativas realistas quanto a alguém que realmente vá combinar com você.
Eu acredito que a solidão também seja uma fase de amadurecimento, em que aprendemos a nos valorizar e a compreender e respeitar o outro. Imagine aparecer um verdadeiro príncipe encantado (ou princesa, claro!) e você não estar preparado pra ele? Isso acontece mais do que você imagina. Pessoas maravilhosas cruzam nossos caminhos e as deixamos passar sem nem perceber o que poderíamos ter tido.
É por isso que acredito que a felicidade dependa, em primeiro lugar, de nós. O outro só vai completar e ser mais uma parte de nossas vidas, entre trabalho, religião, família, amigos, lazer. A solidão muitas vezes é uma fase de preparação. No caso de uma perda, ela é uma fase de transformação e aprimoramento. Mas sempre é amadurecimento. Acreditar nisso, faz a dor ser menor; faz termos esperança de que o amanhã será melhor. Ser feliz depende de uma mudança na forma de ver o mundo. Afinal, a felicidade começa dentro de nós mesmos...
4.7.05
É namoro ou amizade? -
Você está no meio de um evento qualquer, começa a conversar com alguém e surge uma inesperada confluência de idéias e uma estranha atração. No momento, você sabe que encontrou alguém especial e que combina com você. Mas como saber até onde levar esse encontro “casual”?
O normal é marcar um segundo encontro. Mas pode ser que a sensação tenha vindo só de um dos lados. Neste caso, acredito que, no máximo, vocês serão amigos. Mas, e se os dois sentirem a mesma coisa? Aí é que surge o problema.
Existem pessoas que combinam em alguns pontos e em outros, não. Pode-se ter assunto por horas, ter uma identificação com atividades em comum, mas no lado íntimo não dar certo. E pode ser ao inverso: um simples toque fazer pegar fogo, mas não se ter nada para conversar ou aprender juntos. De qualquer forma, acredito que só o tempo seja capaz de mostrar o que a relação pode render.
Conhecer o outro, saber como ele age, quais são seus costumes e manias, é que vai mostrar se a relação pode virar um namoro ou ser só uma amizade. Tem quem fale: “se esforça, ignora essa mania dele!”. Desculpe-me, mas eu discordo. Se há esforço, virem amigos. Uma relação de casal só pode dar certo se não houver esforço, se tudo fluir naturalmente.
Luis Carlos Restrepo, em seu livro “O Direito à ternura”, coloca que todo relacionamento se baseia na dependência e na singularidade. Explicando melhor: ele diz que é impossível existir essa tão proclamada independência, pois estar ao lado de alguém, confiar e dividir é, essencialmente, depender; mas, ao mesmo tempo, ele explica a necessidade de se respeitar e manter a singularidade do outro, afinal, foi por ele ser quem ele é, que houve o desejo inicial. Se essas duas coisas, a dependência e a individualidade, conseguirem coexistir, haverá ternura e um relacionamento saudável.
A partir disso, podemos imaginar a dificuldade de se manter um relacionamento estável. Muitos já nascem destinados a serem apenas amizade e outros a irem mais a fundo, já que nem todas as pessoas conseguem depender da outra e não tentar modificá-la ao mesmo tempo.
Saindo do conceitual e voltando à prática, é preciso falar da “química”. Se o beijo não combina, se o tesão não rola, por que insistir e tentar fazer de uma bela amizade um desastroso relacionamento? E se só existe isso, porque tentar fazer de um caso um namoro? Para haver um namoro gostoso, com trocas e prazeres, é preciso haver a amizade e o tesão ao mesmo tempo.
Acho que basta que sejamos sinceros conosco mesmos e percebamos o que o nosso coração nos diz para saber até onde um relacionamento pode e deve ir. Seguindo o coração e havendo respeito, haverá felicidade.
Bibliografia:
Restrepo, Luis Carlos. O Direito à ternura. Petrópolis, RJ – Ed. Vozes, 1998.
Você está no meio de um evento qualquer, começa a conversar com alguém e surge uma inesperada confluência de idéias e uma estranha atração. No momento, você sabe que encontrou alguém especial e que combina com você. Mas como saber até onde levar esse encontro “casual”?
O normal é marcar um segundo encontro. Mas pode ser que a sensação tenha vindo só de um dos lados. Neste caso, acredito que, no máximo, vocês serão amigos. Mas, e se os dois sentirem a mesma coisa? Aí é que surge o problema.
Existem pessoas que combinam em alguns pontos e em outros, não. Pode-se ter assunto por horas, ter uma identificação com atividades em comum, mas no lado íntimo não dar certo. E pode ser ao inverso: um simples toque fazer pegar fogo, mas não se ter nada para conversar ou aprender juntos. De qualquer forma, acredito que só o tempo seja capaz de mostrar o que a relação pode render.
Conhecer o outro, saber como ele age, quais são seus costumes e manias, é que vai mostrar se a relação pode virar um namoro ou ser só uma amizade. Tem quem fale: “se esforça, ignora essa mania dele!”. Desculpe-me, mas eu discordo. Se há esforço, virem amigos. Uma relação de casal só pode dar certo se não houver esforço, se tudo fluir naturalmente.
Luis Carlos Restrepo, em seu livro “O Direito à ternura”, coloca que todo relacionamento se baseia na dependência e na singularidade. Explicando melhor: ele diz que é impossível existir essa tão proclamada independência, pois estar ao lado de alguém, confiar e dividir é, essencialmente, depender; mas, ao mesmo tempo, ele explica a necessidade de se respeitar e manter a singularidade do outro, afinal, foi por ele ser quem ele é, que houve o desejo inicial. Se essas duas coisas, a dependência e a individualidade, conseguirem coexistir, haverá ternura e um relacionamento saudável.
A partir disso, podemos imaginar a dificuldade de se manter um relacionamento estável. Muitos já nascem destinados a serem apenas amizade e outros a irem mais a fundo, já que nem todas as pessoas conseguem depender da outra e não tentar modificá-la ao mesmo tempo.
Saindo do conceitual e voltando à prática, é preciso falar da “química”. Se o beijo não combina, se o tesão não rola, por que insistir e tentar fazer de uma bela amizade um desastroso relacionamento? E se só existe isso, porque tentar fazer de um caso um namoro? Para haver um namoro gostoso, com trocas e prazeres, é preciso haver a amizade e o tesão ao mesmo tempo.
Acho que basta que sejamos sinceros conosco mesmos e percebamos o que o nosso coração nos diz para saber até onde um relacionamento pode e deve ir. Seguindo o coração e havendo respeito, haverá felicidade.
Bibliografia:
Restrepo, Luis Carlos. O Direito à ternura. Petrópolis, RJ – Ed. Vozes, 1998.
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