Quanto você precisa para ser feliz? -
“Felicidade não tem preço”, diz o ditado. Tem quem discorde. Para muitos, a felicidade depende de um carro, de uma roupa, de um sapato, de um aparelho celular, de uma viagem, de qualquer coisa comprável e perecível. Como uma criança, que só sossega quando ganha o brinquedo novo. Mas por quanto tempo o brinquedo novo gera felicidade e quanto tempo demora para ele se transformar em um brinquedo velho?
Momentos nos deixam felizes; pessoas nos deixam felizes; conquistas nos trazem felicidade. Mas como nós tratamos e lidamos com cada um desses fatos? Até quando o novo amor vai ser empolgante e apaixonante? Por quanto tempo ficar sentado naquele escritório vai ser bom ou tolerável?
Nossa capacidade de tolerar é muito baixa. Há quem prefira uma vida tranqüila, linear, sem muitas emoções. Mas a maioria das pessoas gosta da aventura, do inesperado, da adrenalina que simples momentos trazem. Sem contar que a vida não é linear. Ela tem altos e baixos. Começos e fins. Conquistas e derrotas.
O que vai medir o nosso grau de felicidade são as nossas próprias necessidades. Se conquistamos algo, queremos mais. Muitas vezes conquistamos até mais do que imaginamos e ainda não estamos satisfeitos. Quando vai ser suficiente? Quando conseguirmos saber o que é realmente importante para nós e o que nos traz, verdadeiramente, felicidade. Se você conquistou um alto padrão financeiro e continua infeliz, já tentou se perguntar como fazia para ser feliz antes do dinheiro chegar?
Às vezes, deitar numa rede, ver um belo pôr do sol, sentir a brisa do mar no rosto, rolar na cama sem ter hora para levantar, ver o bater das asas de um beija-flor, ler um bom livro, comer cachorro-quente e se lambuzar todo, é muito mais gratificante do que ir a um restaurante caro e poder entrar nos mais badalados ambientes. E não estou dizendo que isso seja ruim, só estou questionando o que é necessário para cada um ser feliz.
Já falei várias vezes e falo de novo: a felicidade vem de dentro, depende do que é importante para você e do que você acredita ser essencial na sua vida. De quanto menos você precisar, mais fácil será ser feliz.
11.11.06
5.11.06
Brilhos ocultos -
Um amigo me contou uma história linda, sobre brilhos ocultos de trincos invisíveis. O crédito dessa teoria é todo dele: Esteban Albizuri. Mas eu me acharia egoísta se não a compartilhasse com aqueles que conheço e gosto.
Ele diz que existem, no nosso caminho, muitas portas, esperando para serem abertas. Só que elas estão escondidas. E só é possível descobri-las se conseguirmos perceber os brilhos ocultos de seus trincos invisíveis. O que são esses “brilhos ocultos”? São as oportunidades inesperadas: uma palavra, uma idéia, um convite, um evento. Situações que podem passar despercebidas se não estivermos atentos ao que a vida nos oferece a cada dia.
Por exemplo? Um encontro com uma pessoa legal. Se não prestarmos atenção e não tentarmos olhar a situação sob novas e diferentes perspectivas, essa pessoa passará, será só mais uma entre muitas. Mas se, ao olhar com cuidado, percebermos que ali existe um brilho, ela pode se tornar aquele alguém tão especial que tanto procurávamos e não conseguíamos enxergar.
E os exemplos são muitos! Quantos anúncios e cartazes não lemos? Quantos sorrisos ignoramos? Quanto amor deixamos de dar? Quantos “não” falamos por medo de tentar? Quão rápido e apressados passamos pelas ruas, salas, ônibus, dias e noites?
Viver é mais do que acordar, trabalhar, estudar, comer, malhar, dormir. Viver é ver em cada situação uma oportunidade; em cada encontro uma chance; em cada certeza uma dúvida; em cada brilho uma porta para a felicidade.
Obrigada, amigo. Mais uma vez.
Um amigo me contou uma história linda, sobre brilhos ocultos de trincos invisíveis. O crédito dessa teoria é todo dele: Esteban Albizuri. Mas eu me acharia egoísta se não a compartilhasse com aqueles que conheço e gosto.
Ele diz que existem, no nosso caminho, muitas portas, esperando para serem abertas. Só que elas estão escondidas. E só é possível descobri-las se conseguirmos perceber os brilhos ocultos de seus trincos invisíveis. O que são esses “brilhos ocultos”? São as oportunidades inesperadas: uma palavra, uma idéia, um convite, um evento. Situações que podem passar despercebidas se não estivermos atentos ao que a vida nos oferece a cada dia.
Por exemplo? Um encontro com uma pessoa legal. Se não prestarmos atenção e não tentarmos olhar a situação sob novas e diferentes perspectivas, essa pessoa passará, será só mais uma entre muitas. Mas se, ao olhar com cuidado, percebermos que ali existe um brilho, ela pode se tornar aquele alguém tão especial que tanto procurávamos e não conseguíamos enxergar.
E os exemplos são muitos! Quantos anúncios e cartazes não lemos? Quantos sorrisos ignoramos? Quanto amor deixamos de dar? Quantos “não” falamos por medo de tentar? Quão rápido e apressados passamos pelas ruas, salas, ônibus, dias e noites?
Viver é mais do que acordar, trabalhar, estudar, comer, malhar, dormir. Viver é ver em cada situação uma oportunidade; em cada encontro uma chance; em cada certeza uma dúvida; em cada brilho uma porta para a felicidade.
Obrigada, amigo. Mais uma vez.
21.9.06
Resignificando crenças –
Nietzsche escreveu que devemos desejar aquilo que necessitamos e depois amar aquilo que desejamos. Segundo ele, a felicidade só é encontrada quando nos tornamos quem realmente somos e seguimos a vida que escolhemos viver.
Mas quantas crenças construímos – crenças que determinam o nosso modo de viver e encarar cada situação – que, sem que percebamos, nos imobilizam e aterrorizam em momentos em que deveríamos estar cheios de alegria? São crenças que agem no nosso subconsciente, verdades estabelecidas dentro de nós.
Em algum ponto de nossa vida passamos a acreditar em algo. Fazemos dessa idéia ou conceito uma verdade. E, mesmo que vários acontecimentos posteriores mostrem que não é bem aquilo, continuamos acreditando nessa “verdade”.
Por exemplo? Você não foi feito para o sucesso, nunca vai subir na vida. Essa é a crença. Ao mesmo tempo, você deseja ter um emprego melhor, conseguir aquele cargo tão esperado, ter seu trabalho reconhecido. Mas a cada pequeno erro, a cada vez que você não alcança o que considera ser o seu melhor, a cada chamada de atenção, você desaba - se sente um verdadeiro lixo. Só que a realidade não é essa. A realidade é simples e direta, mas a interpretação que o seu subconsciente faz é distorcida de acordo com a sua crença.
Como lidar com isso? Volto ao início. Primeiro, seja quem você realmente é: curta a sua própria companhia; dance sem medo de parecer ridículo; diga o que pensa, mesmo que contrarie a opinião dos outros; ria do que tiver vontade; valorize a sua experiência de vida; acredite na sua intuição; ouça boas músicas; aproveite o silêncio; ouça seu coração; compreenda que o verdadeiro prazer vem de dentro de você, de como você reage e vivencia cada experiência. Segundo, ame aquilo que você deseja: ninguém é obrigado a nada; a vida nos leva por caminhos, mas somos nós que escolhemos percorrê-los; necessidade pode e deve ser transformada em prazer; se você fez errado, mude, volte, inverta, refaça; não existe verdade eterna; o mundo só existe para você, a partir do momento em que você o percebe; um determinado significante pode ser bom ou mau, quem escolhe o significado é você.
Um dia de chuva pode ser péssimo para ir trabalhar, ou maravilhoso por permitir que a fauna e flora continuem a existir; um dia de sol pode ser de um calor terrível, ou ser abençoado; a falta de luz pode estragar seus planos ou proporcionar uma noite romântica, uma reunião de família; a bebida pode ser um vício, ou motivo de diversão e relaxamento; a lista pode continuar por páginas. Tudo pode ser visto por diversos ângulos – quem escolhe o ponto de observação é você!
Faça cada situação ser o mais leve possível. Nós já carregamos muito peso, diária e constantemente. Para que arrumar mais? Interprete a vida de maneira positiva. Acredite no melhor. No máximo, você pode vir a se decepcionar. O sofrimento pode, ou não, acontecer. Por que escolher o sofrimento permanente, em vez de arriscar a felicidade? “Torna-te quem tu és”, um bom caminho indicado por Nietzsche.
Fonte: YALOM, Irvin D. Quando Nietzsche chorou.
Nietzsche escreveu que devemos desejar aquilo que necessitamos e depois amar aquilo que desejamos. Segundo ele, a felicidade só é encontrada quando nos tornamos quem realmente somos e seguimos a vida que escolhemos viver.
Mas quantas crenças construímos – crenças que determinam o nosso modo de viver e encarar cada situação – que, sem que percebamos, nos imobilizam e aterrorizam em momentos em que deveríamos estar cheios de alegria? São crenças que agem no nosso subconsciente, verdades estabelecidas dentro de nós.
Em algum ponto de nossa vida passamos a acreditar em algo. Fazemos dessa idéia ou conceito uma verdade. E, mesmo que vários acontecimentos posteriores mostrem que não é bem aquilo, continuamos acreditando nessa “verdade”.
Por exemplo? Você não foi feito para o sucesso, nunca vai subir na vida. Essa é a crença. Ao mesmo tempo, você deseja ter um emprego melhor, conseguir aquele cargo tão esperado, ter seu trabalho reconhecido. Mas a cada pequeno erro, a cada vez que você não alcança o que considera ser o seu melhor, a cada chamada de atenção, você desaba - se sente um verdadeiro lixo. Só que a realidade não é essa. A realidade é simples e direta, mas a interpretação que o seu subconsciente faz é distorcida de acordo com a sua crença.
Como lidar com isso? Volto ao início. Primeiro, seja quem você realmente é: curta a sua própria companhia; dance sem medo de parecer ridículo; diga o que pensa, mesmo que contrarie a opinião dos outros; ria do que tiver vontade; valorize a sua experiência de vida; acredite na sua intuição; ouça boas músicas; aproveite o silêncio; ouça seu coração; compreenda que o verdadeiro prazer vem de dentro de você, de como você reage e vivencia cada experiência. Segundo, ame aquilo que você deseja: ninguém é obrigado a nada; a vida nos leva por caminhos, mas somos nós que escolhemos percorrê-los; necessidade pode e deve ser transformada em prazer; se você fez errado, mude, volte, inverta, refaça; não existe verdade eterna; o mundo só existe para você, a partir do momento em que você o percebe; um determinado significante pode ser bom ou mau, quem escolhe o significado é você.
Um dia de chuva pode ser péssimo para ir trabalhar, ou maravilhoso por permitir que a fauna e flora continuem a existir; um dia de sol pode ser de um calor terrível, ou ser abençoado; a falta de luz pode estragar seus planos ou proporcionar uma noite romântica, uma reunião de família; a bebida pode ser um vício, ou motivo de diversão e relaxamento; a lista pode continuar por páginas. Tudo pode ser visto por diversos ângulos – quem escolhe o ponto de observação é você!
Faça cada situação ser o mais leve possível. Nós já carregamos muito peso, diária e constantemente. Para que arrumar mais? Interprete a vida de maneira positiva. Acredite no melhor. No máximo, você pode vir a se decepcionar. O sofrimento pode, ou não, acontecer. Por que escolher o sofrimento permanente, em vez de arriscar a felicidade? “Torna-te quem tu és”, um bom caminho indicado por Nietzsche.
Fonte: YALOM, Irvin D. Quando Nietzsche chorou.
19.6.06
Estupro consentido -
Quantas de nós, mulheres, passamos parte de nossas vidas sendo estupradas, violentadas, e aceitando este fato devido à necessidade que temos de sermos amadas e aceitas? Quando uma adolescente consente em ter uma relação sexual, dificilmente sabe seu papel nesta “transa”. Os conceitos de respeito, amor, cuidado, ainda estão muito longe da ingenuidade do casal, da falta de experiência e de conhecimento. O ato sexual é algo mecanizado, onde o homem tem prazer e a mulher, infelizmente, se torna um simples instrumento deste prazer.
A falsa independência da mulher atual fez com que quiséssemos ter o mesmo controle, a mesma “liberdade”, que os homens historicamente possuíam. Mas a que custo? Passamos a dizer o que queríamos e a interpretar papéis que não eram nossos. Passamos a fazer sexo com a mesma freqüência e naturalidade de quem, há menos de uma década, dava um beijo na boca. Perdeu-se a intimidade, a profundidade, o sentimento, o carinho.
Fazer amor é mais do que abrir as pernas, ser penetrada e, menos de cinco minutos depois, ver o parceiro caindo exausto ao seu lado satisfeito. Pesado isso? Triste realidade.
Fazer amor é sentir o outro; é tocar, acariciar, suspirar; é passar a mão no rosto, nos cabelos, no peito; é respirar juntos, ofegar juntos; é querer o prazer do outro, assim como o outro deseja o seu prazer; é encostar os corpos, sentir cada movimento, perceber cada toque; é esquecer do resto do mundo; é abrir os olhos e enxergar a pessoa mais linda de todas; é fechar os olhos e se sentir a pessoa mais amada de todas.
No ato sexual, não adianta querer dizer que a mulher é igual ao homem. Nós precisamos de muito mais carinho e estímulos do que nossos opostos, que com a excitação de um único órgão se deleitam de prazer. Nós precisamos de beijos, em vários outros lugares além da boca. Nós precisamos de uma mão forte, mas que não seja rude. Nós precisamos estar completamente envolvidas, com nosso corpo e nossa mente “anestesiados”. Nós precisamos chegar perto do ápice do prazer bem antes que vocês, homens, comecem a ter prazer – nosso tempo é outro!
Mas quantas e quantas vezes achávamos que estávamos fazendo amor com nossos namorados e eles se comportavam como se tivessem uma boneca de plástico na sua frente. Não era assim, mulheres? Meninos só aprendem o básico. Demora anos para um homem perceber que há um outro ser humano na sua frente, tão sedento de prazer quanto ele. Enquanto isso, nós sofremos. Nós nos sentimos, sim, violentadas. Às vezes o outro até tenta nos dar prazer, mas nem nós, nem ele, sabemos como.
A violência não é física. A violência é emocional. A cada sim que damos, desejosas de que o outro, “dessa vez”, nos dê o que tanto imploramos, nos violentamos de novo. E se dizemos não? Daí nosso mundinho desaba, pois o homem que amamos não vai mais nos amar. Que grande bobagem! Mas é assim que pensamos.
E será que tomar o controle da situação resolve? Não. Seremos nós que estaremos provocando o nosso prazer e, ainda, estaremos dando prazer para o outro. Mais uma vez nos sentiremos usadas. Talvez não no momento, mas quando “cair a ficha”, sentiremos uma raiva enorme. Não é? Só que a raiva do outro é uma raiva projetada. Nós sentimos raiva é de nós mesmas, porque novamente aceitamos estar numa situação em que não há troca.
Fazer amor é compartilhar um momento extremamente íntimo e delicado. Fazer amor é dar amor.
São poucos os homens que se preocupam em compreender o corpo de uma mulher, que querem aprender onde e como lhe dar prazer. E cada mulher é diferente da outra, pode ter certeza! Por isso exige amor, entrega, carinho, respeito e tempo.
Só existe felicidade quando os dois estão sintonizados, sem preocupações, sem neuras, sem defesas. Só existe felicidade quando não há violência, quando os dois saem daquele momento tão especial se sentindo plenos, satisfeitos, completos, amados.
Sexo casual? Hormônios, prazer momentâneo e dor posterior. Sexo com amor? Carinho, prazer profundo e felicidade duradoura. Pelo menos para nós, mulheres...
Quantas de nós, mulheres, passamos parte de nossas vidas sendo estupradas, violentadas, e aceitando este fato devido à necessidade que temos de sermos amadas e aceitas? Quando uma adolescente consente em ter uma relação sexual, dificilmente sabe seu papel nesta “transa”. Os conceitos de respeito, amor, cuidado, ainda estão muito longe da ingenuidade do casal, da falta de experiência e de conhecimento. O ato sexual é algo mecanizado, onde o homem tem prazer e a mulher, infelizmente, se torna um simples instrumento deste prazer.
A falsa independência da mulher atual fez com que quiséssemos ter o mesmo controle, a mesma “liberdade”, que os homens historicamente possuíam. Mas a que custo? Passamos a dizer o que queríamos e a interpretar papéis que não eram nossos. Passamos a fazer sexo com a mesma freqüência e naturalidade de quem, há menos de uma década, dava um beijo na boca. Perdeu-se a intimidade, a profundidade, o sentimento, o carinho.
Fazer amor é mais do que abrir as pernas, ser penetrada e, menos de cinco minutos depois, ver o parceiro caindo exausto ao seu lado satisfeito. Pesado isso? Triste realidade.
Fazer amor é sentir o outro; é tocar, acariciar, suspirar; é passar a mão no rosto, nos cabelos, no peito; é respirar juntos, ofegar juntos; é querer o prazer do outro, assim como o outro deseja o seu prazer; é encostar os corpos, sentir cada movimento, perceber cada toque; é esquecer do resto do mundo; é abrir os olhos e enxergar a pessoa mais linda de todas; é fechar os olhos e se sentir a pessoa mais amada de todas.
No ato sexual, não adianta querer dizer que a mulher é igual ao homem. Nós precisamos de muito mais carinho e estímulos do que nossos opostos, que com a excitação de um único órgão se deleitam de prazer. Nós precisamos de beijos, em vários outros lugares além da boca. Nós precisamos de uma mão forte, mas que não seja rude. Nós precisamos estar completamente envolvidas, com nosso corpo e nossa mente “anestesiados”. Nós precisamos chegar perto do ápice do prazer bem antes que vocês, homens, comecem a ter prazer – nosso tempo é outro!
Mas quantas e quantas vezes achávamos que estávamos fazendo amor com nossos namorados e eles se comportavam como se tivessem uma boneca de plástico na sua frente. Não era assim, mulheres? Meninos só aprendem o básico. Demora anos para um homem perceber que há um outro ser humano na sua frente, tão sedento de prazer quanto ele. Enquanto isso, nós sofremos. Nós nos sentimos, sim, violentadas. Às vezes o outro até tenta nos dar prazer, mas nem nós, nem ele, sabemos como.
A violência não é física. A violência é emocional. A cada sim que damos, desejosas de que o outro, “dessa vez”, nos dê o que tanto imploramos, nos violentamos de novo. E se dizemos não? Daí nosso mundinho desaba, pois o homem que amamos não vai mais nos amar. Que grande bobagem! Mas é assim que pensamos.
E será que tomar o controle da situação resolve? Não. Seremos nós que estaremos provocando o nosso prazer e, ainda, estaremos dando prazer para o outro. Mais uma vez nos sentiremos usadas. Talvez não no momento, mas quando “cair a ficha”, sentiremos uma raiva enorme. Não é? Só que a raiva do outro é uma raiva projetada. Nós sentimos raiva é de nós mesmas, porque novamente aceitamos estar numa situação em que não há troca.
Fazer amor é compartilhar um momento extremamente íntimo e delicado. Fazer amor é dar amor.
São poucos os homens que se preocupam em compreender o corpo de uma mulher, que querem aprender onde e como lhe dar prazer. E cada mulher é diferente da outra, pode ter certeza! Por isso exige amor, entrega, carinho, respeito e tempo.
Só existe felicidade quando os dois estão sintonizados, sem preocupações, sem neuras, sem defesas. Só existe felicidade quando não há violência, quando os dois saem daquele momento tão especial se sentindo plenos, satisfeitos, completos, amados.
Sexo casual? Hormônios, prazer momentâneo e dor posterior. Sexo com amor? Carinho, prazer profundo e felicidade duradoura. Pelo menos para nós, mulheres...
24.5.06
Onde fica a saída?-
Como é difícil falar sobre qualquer assunto quando estamos passando por um verdadeiro furacão de emoções e pensamentos. O peito oprimido, as noites mal dormidas, a necessidade de chorar. Você não consegue conversar, discutir, explicar; você não consegue juntar os fatos, conectar idéias; você não consegue analisar e focar a atenção em nada.
Quando tudo está confuso, é como se estivéssemos em um labirinto: não sabemos como entramos, não sabemos onde fica a saída e todos os caminhos parecem levar ao mesmo destino.
Como trabalhar se o pensamento está voltado para os problemas? Como se dedicar a alguém se, ao receber um carinho, a cabeça está a quilômetros dali? Como escrever ou ter criatividade se a dor sufoca e só o vazio permanece?
Esse é o momento de parar tudo. É hora de sentar, refletir, entender. Não dá? Sinta. Perceba que sentimentos estão envolvendo você. Existe mágoa? Raiva? Medo? Solidão? Derrota? Indecisão? Tristeza? O que significa esse aperto e essa vontade de “chutar o balde”?
Percebendo o que estamos sentindo, podemos tentar buscar que fato, atitude, ou palavra, gerou toda essa confusão. Às vezes são tantas coisas juntas que é difícil achar uma única causa. Mas, lidando separadamente com cada situação, é possível entender e racionalizar.
Por exemplo: você percebe que o lado amoroso está trazendo ressentimentos, o trabalho não está legal, a saúde está, digamos, “meia boca”, e até os amigos estão esquecidos. Tentar resolver tudo de uma só vez não dá. Comece pegando o telefone e buscando aquelas pessoas que, mesmo longe, não esquecem de você. Depois, reveja suas metas profissionais e busque estar feliz com o que você está fazendo; se não for possível, mude de trabalho, faça outros cursos, invente! À noite, tente esquecer todos os problemas e mostrar tudo o que se passa dentro de você para quem você ama – dê carinhos, abrace, chore, peça colo. A saúde, após tudo isso, tende a melhorar. Mas não custa cuidar com a alimentação, fazer várias refeições ao dia e tomar muita água.
O aperto continua? Então talvez seja hora de promover um “reinício” na sua vida. Quando estamos fazendo coisas que não nos completam e não nos trazem a sensação de sermos úteis, a tendência é de o vazio ficar maior a cada dia.
Que princípios norteiam seus caminhos? Quanto amor, carinho e compreensão você está dando para o seu parceiro? Há quanto tempo você parou de fazer as coisas que lhe davam alegria?
Todos precisamos saber para onde estamos indo e porque juntamos ao nosso redor as coisas e pessoas que ali estão. Todos falam, mas poucos seguem essa lição já tão difundida: nunca deixe de ser criança! Mantenha um pouco da sua ingenuidade; não deixe de sonhar; ame verdadeiramente e indiscriminadamente; faça aquilo que você sabe que é certo, com a sua noção do que é certo; curta cada momento do seu dia.
Talvez o aperto demore a passar. Mas compreendê-lo e tentar buscar soluções é a única maneira de você voltar a ser feliz. Talvez você possa, pela primeira vez, entender o que é realmente a felicidade. Porque ela só existe quando conquistamos algo chamado de “paz interior”.
Como é difícil falar sobre qualquer assunto quando estamos passando por um verdadeiro furacão de emoções e pensamentos. O peito oprimido, as noites mal dormidas, a necessidade de chorar. Você não consegue conversar, discutir, explicar; você não consegue juntar os fatos, conectar idéias; você não consegue analisar e focar a atenção em nada.
Quando tudo está confuso, é como se estivéssemos em um labirinto: não sabemos como entramos, não sabemos onde fica a saída e todos os caminhos parecem levar ao mesmo destino.
Como trabalhar se o pensamento está voltado para os problemas? Como se dedicar a alguém se, ao receber um carinho, a cabeça está a quilômetros dali? Como escrever ou ter criatividade se a dor sufoca e só o vazio permanece?
Esse é o momento de parar tudo. É hora de sentar, refletir, entender. Não dá? Sinta. Perceba que sentimentos estão envolvendo você. Existe mágoa? Raiva? Medo? Solidão? Derrota? Indecisão? Tristeza? O que significa esse aperto e essa vontade de “chutar o balde”?
Percebendo o que estamos sentindo, podemos tentar buscar que fato, atitude, ou palavra, gerou toda essa confusão. Às vezes são tantas coisas juntas que é difícil achar uma única causa. Mas, lidando separadamente com cada situação, é possível entender e racionalizar.
Por exemplo: você percebe que o lado amoroso está trazendo ressentimentos, o trabalho não está legal, a saúde está, digamos, “meia boca”, e até os amigos estão esquecidos. Tentar resolver tudo de uma só vez não dá. Comece pegando o telefone e buscando aquelas pessoas que, mesmo longe, não esquecem de você. Depois, reveja suas metas profissionais e busque estar feliz com o que você está fazendo; se não for possível, mude de trabalho, faça outros cursos, invente! À noite, tente esquecer todos os problemas e mostrar tudo o que se passa dentro de você para quem você ama – dê carinhos, abrace, chore, peça colo. A saúde, após tudo isso, tende a melhorar. Mas não custa cuidar com a alimentação, fazer várias refeições ao dia e tomar muita água.
O aperto continua? Então talvez seja hora de promover um “reinício” na sua vida. Quando estamos fazendo coisas que não nos completam e não nos trazem a sensação de sermos úteis, a tendência é de o vazio ficar maior a cada dia.
Que princípios norteiam seus caminhos? Quanto amor, carinho e compreensão você está dando para o seu parceiro? Há quanto tempo você parou de fazer as coisas que lhe davam alegria?
Todos precisamos saber para onde estamos indo e porque juntamos ao nosso redor as coisas e pessoas que ali estão. Todos falam, mas poucos seguem essa lição já tão difundida: nunca deixe de ser criança! Mantenha um pouco da sua ingenuidade; não deixe de sonhar; ame verdadeiramente e indiscriminadamente; faça aquilo que você sabe que é certo, com a sua noção do que é certo; curta cada momento do seu dia.
Talvez o aperto demore a passar. Mas compreendê-lo e tentar buscar soluções é a única maneira de você voltar a ser feliz. Talvez você possa, pela primeira vez, entender o que é realmente a felicidade. Porque ela só existe quando conquistamos algo chamado de “paz interior”.
28.4.06
Na esperança de uma nova paixão –
Pode-se esperar por uma grande paixão? Será que todos nós não vivemos esperando por isso? Viver uma paixão pode curar doenças, pode mudar o ritmo de vida, pode até virar a vida de cabeça para baixo.
Podemos gostar de alguém, sentir amizade, simpatia, afinidade. Mas a paixão acende em nós uma faísca única, algo que nos faz perder o controle. A paixão, literalmente, nos tira do sério.
E estar apaixonado não significa depender do outro, viver para o outro, ou muito menos viver a vida do outro! Num relacionamento saudável cuidamos, sim, do companheiro. Mas só dele, não da vida dele! Por quê? Você já tentou controlar a vida, os horários, os lugares, do outro? Seu relacionamento não virou um inferno de ciúmes e brigas?
Cuidar do outro é dar amor, carinho, atenção, prazer, colo; é fazer o outro feliz. Numa relação tranqüila, damos e recebemos amor, vivemos os dias de alto astral. Muito melhor assim, não?
Mas como saber se você está apaixonado(a), ou se é só “fogo de palha”? Tentando. Racionalizar demais nem sempre ajuda. Claro que não aconselho ninguém a se entregar para a primeira pessoa que aparecer – você pode se machucar muito. Mas se você conversou, percebeu, conheceu, curtiu, sentiu, por que não tentar?
Às vezes, passamos muito tempo sozinhos, esperando uma grande paixão. Analisamos tudo, listamos qualidades e defeitos, pesamos a relação em termos de custo x benefício. Nisso, não deixamos o outro entrar. É! Colocamos tantos “nãos” que criamos uma verdadeira muralha entre nós e o outro. Como derrubá-la? Permitindo-se de novo. Entregando-se de novo. Com medos, neuras, traumas. Mas de um jeito leve. O que é isso? É não colocar a sua felicidade na mão do outro, dependendo do outro. Isso pesa! Seja uma pessoa tranqüila, agradável, amiga.
Quando vai aparecer uma nova paixão na sua vida? Talvez hoje, amanhã, mês que vem... Talvez, quando você menos esperar, apareça. A faísca pode surgir a qualquer momento. Só lembre de, quando estiver com alguém, estar por inteiro: com a faísca inicial, mas também com amizade, carinho, respeito, admiração e tesão, claro! Pois só vivendo uma paixão com 100% do seu coração é que você vai descobrir a felicidade.
Pode-se esperar por uma grande paixão? Será que todos nós não vivemos esperando por isso? Viver uma paixão pode curar doenças, pode mudar o ritmo de vida, pode até virar a vida de cabeça para baixo.
Podemos gostar de alguém, sentir amizade, simpatia, afinidade. Mas a paixão acende em nós uma faísca única, algo que nos faz perder o controle. A paixão, literalmente, nos tira do sério.
E estar apaixonado não significa depender do outro, viver para o outro, ou muito menos viver a vida do outro! Num relacionamento saudável cuidamos, sim, do companheiro. Mas só dele, não da vida dele! Por quê? Você já tentou controlar a vida, os horários, os lugares, do outro? Seu relacionamento não virou um inferno de ciúmes e brigas?
Cuidar do outro é dar amor, carinho, atenção, prazer, colo; é fazer o outro feliz. Numa relação tranqüila, damos e recebemos amor, vivemos os dias de alto astral. Muito melhor assim, não?
Mas como saber se você está apaixonado(a), ou se é só “fogo de palha”? Tentando. Racionalizar demais nem sempre ajuda. Claro que não aconselho ninguém a se entregar para a primeira pessoa que aparecer – você pode se machucar muito. Mas se você conversou, percebeu, conheceu, curtiu, sentiu, por que não tentar?
Às vezes, passamos muito tempo sozinhos, esperando uma grande paixão. Analisamos tudo, listamos qualidades e defeitos, pesamos a relação em termos de custo x benefício. Nisso, não deixamos o outro entrar. É! Colocamos tantos “nãos” que criamos uma verdadeira muralha entre nós e o outro. Como derrubá-la? Permitindo-se de novo. Entregando-se de novo. Com medos, neuras, traumas. Mas de um jeito leve. O que é isso? É não colocar a sua felicidade na mão do outro, dependendo do outro. Isso pesa! Seja uma pessoa tranqüila, agradável, amiga.
Quando vai aparecer uma nova paixão na sua vida? Talvez hoje, amanhã, mês que vem... Talvez, quando você menos esperar, apareça. A faísca pode surgir a qualquer momento. Só lembre de, quando estiver com alguém, estar por inteiro: com a faísca inicial, mas também com amizade, carinho, respeito, admiração e tesão, claro! Pois só vivendo uma paixão com 100% do seu coração é que você vai descobrir a felicidade.
20.3.06
Presentes da vida –
Alguma vez você já recebeu um presente da vida? Talvez um tempo longe da correria do dia-a-dia, ou alguém que lhe ensinou uma nova maneira de ver e encarar os problemas?
Acho que somos presenteados cotidianamente. Um belo pôr do sol, uma brisa suave, uma conversa amiga que nos dá esperança e traz alegria, o perfume gostoso que faz relembrar o passado, o sorriso discreto no elevador, a risada ingênua de uma criança. Esses são só alguns dos pequenos presentes que recebemos, mas será que nos damos conta deles?
Algumas vezes, a vida resolve nos dar algo maior. Talvez algo que tenha começo, meio e fim, como uma caixa de bombons – você se delicia com cada mordida, cada pedaço, mas sabe que logo a caixa vai acabar. Um exemplo? Uma viagem. Nela você esquece os problemas do trabalho, os medos, os bloqueios; descobre-se, percebe o que gosta e o que não gosta de fazer; vê coisas diferentes, pessoas diferentes, atitudes diferentes; analisa-se, revê conceitos, muda padrões. Nela você relaxa, descansa, desestressa; curte momentos de alegria, bem estar, saúde; janta em lugares perfeitos, acorda no meio da manhã, dorme ao nascer do sol. Nela você encontra uma deliciosa paixão; recebe carinho, atenção, cuidado; tem prazer, muito prazer – na cama, nos passeios, na troca de olhares. Nela você tem tudo o que não tinha na vida “normal”.
Mas é só uma viagem. Uma fuga na linha do tempo, como uma dimensão paralela. Você aprende, descobre que a vida pode ser maravilhosa. O tempo passa, mas logo você tem que retornar à sua dimensão, à sua “vida real”. Você volta diferente. Com novos significantes e significados. Provavelmente, com novas decisões, novas posturas. Mas a vida, por mais que você tenha mudado, não vai mudar tanto assim. Afinal, nem tudo depende só da nossa vontade e das nossas decisões.
Então, será que esse “presente” vale a pena? Acho que sim. Talvez seja mais que uma caixa de bombons. Talvez seja o primeiro pedaço de uma barra de chocolate. A vida lhe dá uma prova, um gostinho, do que você pode ter se lutar e fizer diferente. O presente significa mudança, aprendizado. O resto da barra de chocolate terá que ser conquistado por você. Como? Dizem que “a vida se faz ao caminhar”. As novas decisões, posturas e sentimentos apreendidos farão você dar mais valor a cada momento da sua vida. Aqueles “pequenos presentes” poderão ser percebidos mais facilmente. Os pequenos gestos poderão ser entendidos em toda a sua plenitude.
Os tipos de presentes que a vida pode nos dar são muitos. Claro que os melhores são os que vêm para ficar: os grandes amores, o bom emprego, uma querida amizade, a viagem da qual não se precisa voltar.
Mas acho que, independente do tipo e da duração dos presentes, eles são gigantescas fontes de felicidade. Saiba percebê-los e aproveitá-los. Cada momento é único. E o que sentirmos em cada um deles ficará para sempre em nossos corações e em nossa memória.
Alguma vez você já recebeu um presente da vida? Talvez um tempo longe da correria do dia-a-dia, ou alguém que lhe ensinou uma nova maneira de ver e encarar os problemas?
Acho que somos presenteados cotidianamente. Um belo pôr do sol, uma brisa suave, uma conversa amiga que nos dá esperança e traz alegria, o perfume gostoso que faz relembrar o passado, o sorriso discreto no elevador, a risada ingênua de uma criança. Esses são só alguns dos pequenos presentes que recebemos, mas será que nos damos conta deles?
Algumas vezes, a vida resolve nos dar algo maior. Talvez algo que tenha começo, meio e fim, como uma caixa de bombons – você se delicia com cada mordida, cada pedaço, mas sabe que logo a caixa vai acabar. Um exemplo? Uma viagem. Nela você esquece os problemas do trabalho, os medos, os bloqueios; descobre-se, percebe o que gosta e o que não gosta de fazer; vê coisas diferentes, pessoas diferentes, atitudes diferentes; analisa-se, revê conceitos, muda padrões. Nela você relaxa, descansa, desestressa; curte momentos de alegria, bem estar, saúde; janta em lugares perfeitos, acorda no meio da manhã, dorme ao nascer do sol. Nela você encontra uma deliciosa paixão; recebe carinho, atenção, cuidado; tem prazer, muito prazer – na cama, nos passeios, na troca de olhares. Nela você tem tudo o que não tinha na vida “normal”.
Mas é só uma viagem. Uma fuga na linha do tempo, como uma dimensão paralela. Você aprende, descobre que a vida pode ser maravilhosa. O tempo passa, mas logo você tem que retornar à sua dimensão, à sua “vida real”. Você volta diferente. Com novos significantes e significados. Provavelmente, com novas decisões, novas posturas. Mas a vida, por mais que você tenha mudado, não vai mudar tanto assim. Afinal, nem tudo depende só da nossa vontade e das nossas decisões.
Então, será que esse “presente” vale a pena? Acho que sim. Talvez seja mais que uma caixa de bombons. Talvez seja o primeiro pedaço de uma barra de chocolate. A vida lhe dá uma prova, um gostinho, do que você pode ter se lutar e fizer diferente. O presente significa mudança, aprendizado. O resto da barra de chocolate terá que ser conquistado por você. Como? Dizem que “a vida se faz ao caminhar”. As novas decisões, posturas e sentimentos apreendidos farão você dar mais valor a cada momento da sua vida. Aqueles “pequenos presentes” poderão ser percebidos mais facilmente. Os pequenos gestos poderão ser entendidos em toda a sua plenitude.
Os tipos de presentes que a vida pode nos dar são muitos. Claro que os melhores são os que vêm para ficar: os grandes amores, o bom emprego, uma querida amizade, a viagem da qual não se precisa voltar.
Mas acho que, independente do tipo e da duração dos presentes, eles são gigantescas fontes de felicidade. Saiba percebê-los e aproveitá-los. Cada momento é único. E o que sentirmos em cada um deles ficará para sempre em nossos corações e em nossa memória.
10.3.06
Sem vergonha de ser feliz -
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz (...)". A música que marcou gerações e que ainda serve de hino para muitos talvez tenha sido a inspiração deste blog. Você tem vergonha de ser feliz? Você tem medo de ser feliz? E sempre achei que a resposta óbvia era não. Por que ter vergonha, ou medo, de ser feliz? Muitos têm.
Você acha que não? Mas quando deixamos de fazer algo que queremos muito porque é considerado errado para alguém, ou porque vai contra alguma "norma social", não estamos abdicando de um momento de felicidade por medo? É! Medo! Medo de não ser aceito; medo de não ser - ou deixar de ser - respeitado; medo de não ser amado; medo de não estar "de acordo". Ou vergonha. Vergonha das próprias necessidades, dos próprios sonhos, dos próprios desejos.
Para fazermos aquilo que nossos coraçõess pedem precisamos nos sentir livres, precisamos nos aceitar.
Claro que podemos deixar de fazer algo por respeito a um companheiro, um familiar, ou um amigo. Você abdica de algo para o bem da relação - o seu bem e o do outro. Mas lembre-se: sem deixar as suas verdades de lado.
Uma frase bem conhecida, cujo autor desconheço, diz: "viva a vida como um cavalo no 7 de setembro, cagando, andando e sendo aplaudido". E não é? São seus pais que vão construir a SUA vida para você? É o vizinho que "lava suas cuecas"? É seu professor que vai trabalhar e crescer na carreira por você? Ou é seu amigo que vai conquistar a companheira dos seus sonhos em seu lugar?
Hoje vou me dar ao luxo de escrever pouco e transcrever muito. Afinal, há tantas pessoas que sabem imensamente mais do que eu. Olha! Esse poderia ser um motivo para eu ter medo, ou vergonha, e deixar de escrever. Mas eu deixaria de fazer algo que me faz feliz porque alguém poderia me criticar? Critiquem! Assim você me ajuda a crescer, aprender e ser ainda mais feliz!
Vamos à transcrição da música:
"E a vida? E a vida, o que é? Diga lá, meu irmão! Ela é a batida de um coração? Ela é uma doce ilusão? Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento? O que é, o que é, meu irmão? (...) Você diz que é luta e prazer. Ele diz que a vida é viver. Ela diz que melhor é morrer, pois amada não é e o verbo é sofrer. Eu só sei que confio na moça e na moça eu ponho a força da fé. Somos nós que fazemos a vida, como der, ou puder, ou quiser. (...)".
Viva! Sem medos e sem vergonha! A vida é um eterno aprendizado. Você nunca vai saber tudo, nem vai acertar sempre. Mas pode descobrir as suas verdades e a melhor maneira de ser feliz.
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz (...)". A música que marcou gerações e que ainda serve de hino para muitos talvez tenha sido a inspiração deste blog. Você tem vergonha de ser feliz? Você tem medo de ser feliz? E sempre achei que a resposta óbvia era não. Por que ter vergonha, ou medo, de ser feliz? Muitos têm.
Você acha que não? Mas quando deixamos de fazer algo que queremos muito porque é considerado errado para alguém, ou porque vai contra alguma "norma social", não estamos abdicando de um momento de felicidade por medo? É! Medo! Medo de não ser aceito; medo de não ser - ou deixar de ser - respeitado; medo de não ser amado; medo de não estar "de acordo". Ou vergonha. Vergonha das próprias necessidades, dos próprios sonhos, dos próprios desejos.
Para fazermos aquilo que nossos coraçõess pedem precisamos nos sentir livres, precisamos nos aceitar.
Claro que podemos deixar de fazer algo por respeito a um companheiro, um familiar, ou um amigo. Você abdica de algo para o bem da relação - o seu bem e o do outro. Mas lembre-se: sem deixar as suas verdades de lado.
Uma frase bem conhecida, cujo autor desconheço, diz: "viva a vida como um cavalo no 7 de setembro, cagando, andando e sendo aplaudido". E não é? São seus pais que vão construir a SUA vida para você? É o vizinho que "lava suas cuecas"? É seu professor que vai trabalhar e crescer na carreira por você? Ou é seu amigo que vai conquistar a companheira dos seus sonhos em seu lugar?
Hoje vou me dar ao luxo de escrever pouco e transcrever muito. Afinal, há tantas pessoas que sabem imensamente mais do que eu. Olha! Esse poderia ser um motivo para eu ter medo, ou vergonha, e deixar de escrever. Mas eu deixaria de fazer algo que me faz feliz porque alguém poderia me criticar? Critiquem! Assim você me ajuda a crescer, aprender e ser ainda mais feliz!
Vamos à transcrição da música:
"E a vida? E a vida, o que é? Diga lá, meu irmão! Ela é a batida de um coração? Ela é uma doce ilusão? Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento? O que é, o que é, meu irmão? (...) Você diz que é luta e prazer. Ele diz que a vida é viver. Ela diz que melhor é morrer, pois amada não é e o verbo é sofrer. Eu só sei que confio na moça e na moça eu ponho a força da fé. Somos nós que fazemos a vida, como der, ou puder, ou quiser. (...)".
Viva! Sem medos e sem vergonha! A vida é um eterno aprendizado. Você nunca vai saber tudo, nem vai acertar sempre. Mas pode descobrir as suas verdades e a melhor maneira de ser feliz.
5.3.06
Ai que dor! -
Nós sentimos diversos tipos de dor. A dor de uma queda, de um esbarrão, de um acidente; de frio, de fome; da perda, da saudade, da tristeza; da angústia, da falta de fé. E podemos lidar com as dores de diversas maneiras, dependendo de como as encaramos. Você sabe como lida com as dores da sua vida?
Você pode ver uma doença como um castigo, algo incapacitante, ou como um sinal de que algo não está funcionando adequadamente, está errado.
Você pode ver um acidente como falta de sorte, ou mesmo colocar a culpa em algo ou alguém envolvido. Mas também pode perceber que andava distraído, nervoso, desequilibrado. Claro que, muitas vezes, as coisas acontecem independentemente da nossa vontade. Entretanto, isso é um motivo para ampliarmos nossa dor, nossa descrença e nossa raiva?
Acredito que muitos de nós fazemos nossos sofrimentos maiores do que eles realmente são. Ao sentirmos frio, fome, ou dor, podemos ter consciência da causa do mal-estar e não dar maior importância ao fato, buscando, simplesmente, sua solução. Ou podemos ficar reclamando, focando toda a nossa atenção no problema e fazendo dele motivo de irritação e sofrimento.
Um amigo me disse: "Há uma grande diferença em sentir o frio e sentir frio". Eu concordo com ele. Dor não é sinônimo de sofrimento.
Quando estamos tristes, carentes, desconsolados, só percebemos nosso próprio mundinho, nosso "grande sofrimento". Mas será que o motivo do sofrimento é tão grande assim? Pare e pense. Será que dando um passo atrás (buscando a verdadeira causa do problema) e um passo para o lado (mudando o enfoque sob o qual vemos o problema), ele não terá outro significado para nós? Um exemplo: você está com raiva de alguém, por algo que essa pessoa lhe disse ou fez. Tente compreender os motivos dessa pessoa e descobrir em qual dos SEUS pontos fracos ela pisou. Será que essa análise não lhe deixará mais calmo? Não diminuirá a "dor" e o "sofrimento"?
Temos muitas coisas mal resolvidas dentro de nosso sub-consciente - fatos, frases, emoções. E elas atuam diretamente sobre nosso presente - ações, falas, sentimentos. Talvez de forma muito mais forte do que supomos.
Entender a dor e encará-la somente, e exatamente, com a intensidade que ela tem (sem agregar medos, concepções e traumas) pode nos ajudar a viver com mais tranquilidade e paz. Não torne as coisas mais complicadas e difíceis do que elas realmente são.
Simplifique. Esqueça. Viva o agora. Pode ter certeza: é mais fácil ser feliz assim!
Nós sentimos diversos tipos de dor. A dor de uma queda, de um esbarrão, de um acidente; de frio, de fome; da perda, da saudade, da tristeza; da angústia, da falta de fé. E podemos lidar com as dores de diversas maneiras, dependendo de como as encaramos. Você sabe como lida com as dores da sua vida?
Você pode ver uma doença como um castigo, algo incapacitante, ou como um sinal de que algo não está funcionando adequadamente, está errado.
Você pode ver um acidente como falta de sorte, ou mesmo colocar a culpa em algo ou alguém envolvido. Mas também pode perceber que andava distraído, nervoso, desequilibrado. Claro que, muitas vezes, as coisas acontecem independentemente da nossa vontade. Entretanto, isso é um motivo para ampliarmos nossa dor, nossa descrença e nossa raiva?
Acredito que muitos de nós fazemos nossos sofrimentos maiores do que eles realmente são. Ao sentirmos frio, fome, ou dor, podemos ter consciência da causa do mal-estar e não dar maior importância ao fato, buscando, simplesmente, sua solução. Ou podemos ficar reclamando, focando toda a nossa atenção no problema e fazendo dele motivo de irritação e sofrimento.
Um amigo me disse: "Há uma grande diferença em sentir o frio e sentir frio". Eu concordo com ele. Dor não é sinônimo de sofrimento.
Quando estamos tristes, carentes, desconsolados, só percebemos nosso próprio mundinho, nosso "grande sofrimento". Mas será que o motivo do sofrimento é tão grande assim? Pare e pense. Será que dando um passo atrás (buscando a verdadeira causa do problema) e um passo para o lado (mudando o enfoque sob o qual vemos o problema), ele não terá outro significado para nós? Um exemplo: você está com raiva de alguém, por algo que essa pessoa lhe disse ou fez. Tente compreender os motivos dessa pessoa e descobrir em qual dos SEUS pontos fracos ela pisou. Será que essa análise não lhe deixará mais calmo? Não diminuirá a "dor" e o "sofrimento"?
Temos muitas coisas mal resolvidas dentro de nosso sub-consciente - fatos, frases, emoções. E elas atuam diretamente sobre nosso presente - ações, falas, sentimentos. Talvez de forma muito mais forte do que supomos.
Entender a dor e encará-la somente, e exatamente, com a intensidade que ela tem (sem agregar medos, concepções e traumas) pode nos ajudar a viver com mais tranquilidade e paz. Não torne as coisas mais complicadas e difíceis do que elas realmente são.
Simplifique. Esqueça. Viva o agora. Pode ter certeza: é mais fácil ser feliz assim!
22.2.06
Um lugar ao sol -
Eu não sei se você se pergunta qual o sentido da vida, ou por que razão você está onde está e faz o que faz, ou pelo que está lutando. Cada dia mais, a ganância, a frivolidade, o egoísmo e a falta de caráter parecem permear nossos mundos, nossas relações e nosso cotidiano.
A busca por nosso lugar ao sol é um incessante redescobrir-se, um eterno questionar-se; é compreender o que nos move, o que nos alimenta; é olhar para o lado e entender quem nos rodeia; é perdoar, trocar, crescer juntos; é acalmar nossos anseios e dar espaço para o nosso verdadeiro EU.
Na correria do dia-a-dia, buscamos ser aceitos, fazer certo, ser os melhores. Mas sob que olhar, que conceitos, que significados e padrões interiorizados classificamos o nosso próprio “estar correto”? Quantas vezes nos disseram ou ouvimos algo que passamos a acreditar ser uma “regra de conduta”?
Para encontrar nosso lugar ao sol, precisamos conceber novos padrões, novas formas de ver o mundo, novas maneiras de ter alegria. Precisamos deixar o que o mundo quer de nós de lado e descobrir a chama que nos dá energia e nos faz ter vontade de continuar. Precisamos saber o que queremos e o não queremos em nossas vidas. Sem medos, sem culpas, sem bloqueios, sem certos e errados.
Mas com muito, muito amor no coração e o impulso de sempre fazer o bem. Seja para nós mesmos, ou para aqueles com quem convivemos.
Como achar o caminho? Fazendo diferente. Ousando. Inventando. Testando. Reaprendendo.
Nunca saberemos tudo. Não somos os “donos da razão”. No mundo, há muitas “verdades”, muitos caminhos, muitas opções. Podemos ter, ir, ser, aquilo que quisermos. Djavan cantou: “(...) só quem faz tem. Já que nasceu, vai fundo e tudo bem. Você nasceu pra tudo o que é seu. Nem queira saber o quanto você tem. Você é, você quer, você pode e, se não se render, chega lá!”.
Acho que é isso. Apesar dos contra-tempos, da hipocrisia, da falsidade, dos medos, conseguir ir mais além; dar um passo maior do que acostumamos; nos permitir mais do que acreditamos. Enfim, ter a certeza de que cada semente plantada vai gerar, a seu tempo, o fruto que cultivamos. E a felicidade? É só conseqüência.
Eu não sei se você se pergunta qual o sentido da vida, ou por que razão você está onde está e faz o que faz, ou pelo que está lutando. Cada dia mais, a ganância, a frivolidade, o egoísmo e a falta de caráter parecem permear nossos mundos, nossas relações e nosso cotidiano.
A busca por nosso lugar ao sol é um incessante redescobrir-se, um eterno questionar-se; é compreender o que nos move, o que nos alimenta; é olhar para o lado e entender quem nos rodeia; é perdoar, trocar, crescer juntos; é acalmar nossos anseios e dar espaço para o nosso verdadeiro EU.
Na correria do dia-a-dia, buscamos ser aceitos, fazer certo, ser os melhores. Mas sob que olhar, que conceitos, que significados e padrões interiorizados classificamos o nosso próprio “estar correto”? Quantas vezes nos disseram ou ouvimos algo que passamos a acreditar ser uma “regra de conduta”?
Para encontrar nosso lugar ao sol, precisamos conceber novos padrões, novas formas de ver o mundo, novas maneiras de ter alegria. Precisamos deixar o que o mundo quer de nós de lado e descobrir a chama que nos dá energia e nos faz ter vontade de continuar. Precisamos saber o que queremos e o não queremos em nossas vidas. Sem medos, sem culpas, sem bloqueios, sem certos e errados.
Mas com muito, muito amor no coração e o impulso de sempre fazer o bem. Seja para nós mesmos, ou para aqueles com quem convivemos.
Como achar o caminho? Fazendo diferente. Ousando. Inventando. Testando. Reaprendendo.
Nunca saberemos tudo. Não somos os “donos da razão”. No mundo, há muitas “verdades”, muitos caminhos, muitas opções. Podemos ter, ir, ser, aquilo que quisermos. Djavan cantou: “(...) só quem faz tem. Já que nasceu, vai fundo e tudo bem. Você nasceu pra tudo o que é seu. Nem queira saber o quanto você tem. Você é, você quer, você pode e, se não se render, chega lá!”.
Acho que é isso. Apesar dos contra-tempos, da hipocrisia, da falsidade, dos medos, conseguir ir mais além; dar um passo maior do que acostumamos; nos permitir mais do que acreditamos. Enfim, ter a certeza de que cada semente plantada vai gerar, a seu tempo, o fruto que cultivamos. E a felicidade? É só conseqüência.
6.12.05
Lágrimas -
Chorar faz parte da vida. As lágrimas nos ajudam a colocar a emoção para fora e limpar o coração, tantas vezes apertado pelas mágoas, tristezas, ansiedades. Cada lágrima escorrida é como um peso a menos em nossos ombros.
Mas não choramos só de tristeza. Choramos de alegria, de raiva, de remorso, de desapontamento, de saudade. Choramos por querer quem não temos mais; choramos ao termos concluído um trabalho difícil; choramos quando nos machucamos, física ou emocionalmente; choramos ao encontrarmos aquilo que buscávamos; choramos de agradecimento; choramos quando esperamos mais do que os outros são capazes de nos dar; choramos ao reencontrar um ser amado.
E como nós choramos! Alguns mais, outros menos. Há pessoas, que após um sério acontecimento da vida, deixam de chorar. Fecham-se no seu mundinho e seguram as emoções no canto mais profundo da memória. Se elas são fortes? Não, nem um pouco. Essas são as mais fracas, pois não têm nem coragem de encarar as próprias decepções e assumir o que sentem. Essas pessoas decidiram que, para conseguir suportar a vida, precisam parecer fortes para os outros. Mas tenha certeza: elas sabem exatamente o tamanho dos seus medos, das suas limitações e das suas fraquezas.
Até porque, chorar não é sinal de fraqueza – nem nunca foi! Aqueles pais machistas que dizem aos filhos: “chorar é coisa de mulher, seja forte!”, não sabem o mal que estão fazendo. Chorar significa estarmos abertos para o mundo e permitirmos que determinadas pessoas especiais conheçam quem somos de verdade e o que se passa em nosso coração.
As lágrimas podem ser tão bonitas. Podem demonstrar sensibilidade, empatia, compaixão. Podem ser uma grande prece, mais significativas do que muitas palavras decoradas. Podem ser também o escape de um sentimento egoísta, como a raiva, ou o ciúme. Mas só o fato de derramá-las já é um grande passo para estes, pois significam arrependimento.
Chore sempre. Chore com verdade. Chore com ou sem motivo. Mas não se perca em suas próprias lágrimas, porque chorar demais pode levar à depressão. Aprenda a ter equilíbrio - chore quando precisar, sorria a maior parte do tempo e dê risadas das piadas e dos enganos da vida.
Lembre-se: uma lágrima pode libertar um coração e um sorriso pode acordá-lo para a vida. Não deixe de chorar jamais. E corra sempre, sempre, em busca da sua felicidade.
Ah... Quando estiver feliz também pode chorar, viu!
Chorar faz parte da vida. As lágrimas nos ajudam a colocar a emoção para fora e limpar o coração, tantas vezes apertado pelas mágoas, tristezas, ansiedades. Cada lágrima escorrida é como um peso a menos em nossos ombros.
Mas não choramos só de tristeza. Choramos de alegria, de raiva, de remorso, de desapontamento, de saudade. Choramos por querer quem não temos mais; choramos ao termos concluído um trabalho difícil; choramos quando nos machucamos, física ou emocionalmente; choramos ao encontrarmos aquilo que buscávamos; choramos de agradecimento; choramos quando esperamos mais do que os outros são capazes de nos dar; choramos ao reencontrar um ser amado.
E como nós choramos! Alguns mais, outros menos. Há pessoas, que após um sério acontecimento da vida, deixam de chorar. Fecham-se no seu mundinho e seguram as emoções no canto mais profundo da memória. Se elas são fortes? Não, nem um pouco. Essas são as mais fracas, pois não têm nem coragem de encarar as próprias decepções e assumir o que sentem. Essas pessoas decidiram que, para conseguir suportar a vida, precisam parecer fortes para os outros. Mas tenha certeza: elas sabem exatamente o tamanho dos seus medos, das suas limitações e das suas fraquezas.
Até porque, chorar não é sinal de fraqueza – nem nunca foi! Aqueles pais machistas que dizem aos filhos: “chorar é coisa de mulher, seja forte!”, não sabem o mal que estão fazendo. Chorar significa estarmos abertos para o mundo e permitirmos que determinadas pessoas especiais conheçam quem somos de verdade e o que se passa em nosso coração.
As lágrimas podem ser tão bonitas. Podem demonstrar sensibilidade, empatia, compaixão. Podem ser uma grande prece, mais significativas do que muitas palavras decoradas. Podem ser também o escape de um sentimento egoísta, como a raiva, ou o ciúme. Mas só o fato de derramá-las já é um grande passo para estes, pois significam arrependimento.
Chore sempre. Chore com verdade. Chore com ou sem motivo. Mas não se perca em suas próprias lágrimas, porque chorar demais pode levar à depressão. Aprenda a ter equilíbrio - chore quando precisar, sorria a maior parte do tempo e dê risadas das piadas e dos enganos da vida.
Lembre-se: uma lágrima pode libertar um coração e um sorriso pode acordá-lo para a vida. Não deixe de chorar jamais. E corra sempre, sempre, em busca da sua felicidade.
Ah... Quando estiver feliz também pode chorar, viu!
22.10.05
Começar de novo... -
Nossa vida acontece em ciclos. Temos altos e baixos, solidão e paixão, alegrias e tristezas, empregos e desemprego, estudos e crescimento pessoal. Em alguns momentos, parece que estamos começando do zero: mudamos de trabalho, de amigos, de companheiro, até de cidade. E por vezes, esses fatores vêm todos juntos. E como é difícil recomeçar e só contar conosco mesmos.
A gente fraqueja, chora, quer desistir. A gente pede ajuda, reza, grita. A gente sai do lugar, faz diferente, dá novos passos. E como a gente aprende!
Ivan Lins escreveu uma música que traduz de um jeito impressionante o sentimento daqueles que têm que recomeçar. Vou transcrever a primeira parte da música, pois sei que muitos se sentem exatamente assim e precisam de muito estímulo para conseguir acordar a cada novo dia. “Começar de novo e contar comigo; vai valer a pena ter amanhecido; ter me rebelado, ter me debatido; ter me machucado, ter sobrevivido; ter virado a mesa, ter me conhecido; ter virado o barco, ter me socorrido (...)”.
Cada novo ciclo da vida exige de nós mudanças. Exige compreender o que passou, aceitar as perdas, conhecer nossas reais necessidades, amadurecer. Muitas vezes precisamos de um tempo parados para refletir e ter condições físicas e mentais para começar uma vida nova - precisamos estar prontos para isso.
Vale chorar; vale querer desistir; vale caluniar o outro; vale se isolar do mundo; vale “chutar o balde”. Mas só vale na hora, naquele momento em que a bomba explode e o nosso mundinho desaba. Depois, não vale mais. Depois, vale lutar; vale querer uma vida melhor; vale perdoar; vale acreditar que a força para recomeçar está dentro de nós mesmos.
É... a força para recomeçar está dentro de nós! Precisamos arrumar uma maneira de encontrá-la e seguir em frente.
Voltemos às músicas. Maria Rita regravou uma canção de Milton Nascimento. Outra música profunda, que diz mais nas entrelinhas do que podemos ouvir. Parte dela diz: “e assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida. A hora do encontro é também despedida. A plataforma dessa estação é a vida (...)”.
E esses são os recomeços: fins e inícios, encontros e desencontros. Para chegarmos a algum lugar, precisamos sair de onde estávamos. Muitas coisas que parecem essenciais hoje, representarão nada amanhã. Ou você nunca olhou para trás e se achou bobo por dar tanto valor a algo? Acho que isso diz tudo. A felicidade exige que abramos mão de algumas coisas. Muitas vezes dói, muitas vezes queremos desistir. Mas saber recomeçar é saber que a felicidade se constrói a cada minuto, a cada reencontro conosco mesmos, a cada novo começo.
Nossa vida acontece em ciclos. Temos altos e baixos, solidão e paixão, alegrias e tristezas, empregos e desemprego, estudos e crescimento pessoal. Em alguns momentos, parece que estamos começando do zero: mudamos de trabalho, de amigos, de companheiro, até de cidade. E por vezes, esses fatores vêm todos juntos. E como é difícil recomeçar e só contar conosco mesmos.
A gente fraqueja, chora, quer desistir. A gente pede ajuda, reza, grita. A gente sai do lugar, faz diferente, dá novos passos. E como a gente aprende!
Ivan Lins escreveu uma música que traduz de um jeito impressionante o sentimento daqueles que têm que recomeçar. Vou transcrever a primeira parte da música, pois sei que muitos se sentem exatamente assim e precisam de muito estímulo para conseguir acordar a cada novo dia. “Começar de novo e contar comigo; vai valer a pena ter amanhecido; ter me rebelado, ter me debatido; ter me machucado, ter sobrevivido; ter virado a mesa, ter me conhecido; ter virado o barco, ter me socorrido (...)”.
Cada novo ciclo da vida exige de nós mudanças. Exige compreender o que passou, aceitar as perdas, conhecer nossas reais necessidades, amadurecer. Muitas vezes precisamos de um tempo parados para refletir e ter condições físicas e mentais para começar uma vida nova - precisamos estar prontos para isso.
Vale chorar; vale querer desistir; vale caluniar o outro; vale se isolar do mundo; vale “chutar o balde”. Mas só vale na hora, naquele momento em que a bomba explode e o nosso mundinho desaba. Depois, não vale mais. Depois, vale lutar; vale querer uma vida melhor; vale perdoar; vale acreditar que a força para recomeçar está dentro de nós mesmos.
É... a força para recomeçar está dentro de nós! Precisamos arrumar uma maneira de encontrá-la e seguir em frente.
Voltemos às músicas. Maria Rita regravou uma canção de Milton Nascimento. Outra música profunda, que diz mais nas entrelinhas do que podemos ouvir. Parte dela diz: “e assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida. A hora do encontro é também despedida. A plataforma dessa estação é a vida (...)”.
E esses são os recomeços: fins e inícios, encontros e desencontros. Para chegarmos a algum lugar, precisamos sair de onde estávamos. Muitas coisas que parecem essenciais hoje, representarão nada amanhã. Ou você nunca olhou para trás e se achou bobo por dar tanto valor a algo? Acho que isso diz tudo. A felicidade exige que abramos mão de algumas coisas. Muitas vezes dói, muitas vezes queremos desistir. Mas saber recomeçar é saber que a felicidade se constrói a cada minuto, a cada reencontro conosco mesmos, a cada novo começo.
15.10.05
Ai! Que ódio! -
Um dos piores sentimentos que existem é a raiva. Quando nos sentimos irados despejamos uma carga gigantesca de hormônios no nosso organismo, que nos deixa tensos, com os batimentos cardíacos acelerados, pressão sanguínea aumentada (literalmente a conhecida expressão: “o sangue sobe pra cabeça!”), além de inibir o lado racional do cérebro que nos permite pensar antes de agir.
Mas lidar com a raiva é um processo de paciência e perseverança. Começa em conseguir perceber a posição, os argumentos e as razões do outro. Compreendendo o outro, por mais que ele não tenha razão, paramos para pensar e conseguimos diminuir a intensidade do sentimento.
Depois, temos que aprender – sim! – a contar até dez, vinte, trinta, cem, se preciso. Respirar fundo e nos acalmarmos, antes de dizer algo ou reagir. Isso evita desgastes desnecessários de energia, brigas, discussões, mal entendidos. Dar tempo para a dosagem de hormônios não subir, ou mesmo diminuir, nos dá condições de responder de forma mais racional e moderada.
A raiva não nos ajuda a mudar o modo de pensar do outro, não nos ajuda a “dar uma lição” em ninguém, não permite que argumentemos com lucidez, não funciona nem como vingança. A raiva só atinge a nós mesmos. Só nós saímos do sério, prejudicamos nosso organismo, ficamos magoados. Só nós perdemos.
Uma das parábolas de Jesus, que já virou estória infantil, serve bem como ilustração. Vou contá-la, resumidamente, com minhas palavras: “quando um menino chegou em casa com muita raiva de um amigo da escola e disse para seu pai o quanto estava com ódio, o pai lhe deu um saco de carvão e pediu que atirasse num pano estendido no quintal. Após acabar com todo o carvão, o pai perguntou ao filho se estava mais aliviado. Ele respondeu que sim. Então, o pai pediu que olhasse para o pano à sua frente. O menino notou que não havia acertado todas as pedras no pano e que ele estava apenas um pouco manchado. Depois olhou para si mesmo e percebeu que estava inteiramente enegrecido pelos restos que nele caíam e pela fuligem que se espalhou por todo o seu corpo”. Acho que não preciso explicar a moral da história.
Pensamentos negativos só atraem energias negativas. Raiva só resulta em ressentimento e mágoas. Já o perdão e a compreensão têm como efeito o entendimento, o amor, o crescimento mútuo.
Como é bom, no momento em que a raiva começa a surgir, conseguir olhar para o outro e perceber que ele ainda não consegue agir diferente, ou ver que existem outras verdades que não a dele. Como é bom, nesse momento, saber calar e ouvir. Como é bom poder compreender e aceitar. Como é bom, após o outro desabafar, conseguir, com o coração cheio de amor, dizer: “eu te entendo”.
Existe melhor caminho para a felicidade?
Um dos piores sentimentos que existem é a raiva. Quando nos sentimos irados despejamos uma carga gigantesca de hormônios no nosso organismo, que nos deixa tensos, com os batimentos cardíacos acelerados, pressão sanguínea aumentada (literalmente a conhecida expressão: “o sangue sobe pra cabeça!”), além de inibir o lado racional do cérebro que nos permite pensar antes de agir.
Mas lidar com a raiva é um processo de paciência e perseverança. Começa em conseguir perceber a posição, os argumentos e as razões do outro. Compreendendo o outro, por mais que ele não tenha razão, paramos para pensar e conseguimos diminuir a intensidade do sentimento.
Depois, temos que aprender – sim! – a contar até dez, vinte, trinta, cem, se preciso. Respirar fundo e nos acalmarmos, antes de dizer algo ou reagir. Isso evita desgastes desnecessários de energia, brigas, discussões, mal entendidos. Dar tempo para a dosagem de hormônios não subir, ou mesmo diminuir, nos dá condições de responder de forma mais racional e moderada.
A raiva não nos ajuda a mudar o modo de pensar do outro, não nos ajuda a “dar uma lição” em ninguém, não permite que argumentemos com lucidez, não funciona nem como vingança. A raiva só atinge a nós mesmos. Só nós saímos do sério, prejudicamos nosso organismo, ficamos magoados. Só nós perdemos.
Uma das parábolas de Jesus, que já virou estória infantil, serve bem como ilustração. Vou contá-la, resumidamente, com minhas palavras: “quando um menino chegou em casa com muita raiva de um amigo da escola e disse para seu pai o quanto estava com ódio, o pai lhe deu um saco de carvão e pediu que atirasse num pano estendido no quintal. Após acabar com todo o carvão, o pai perguntou ao filho se estava mais aliviado. Ele respondeu que sim. Então, o pai pediu que olhasse para o pano à sua frente. O menino notou que não havia acertado todas as pedras no pano e que ele estava apenas um pouco manchado. Depois olhou para si mesmo e percebeu que estava inteiramente enegrecido pelos restos que nele caíam e pela fuligem que se espalhou por todo o seu corpo”. Acho que não preciso explicar a moral da história.
Pensamentos negativos só atraem energias negativas. Raiva só resulta em ressentimento e mágoas. Já o perdão e a compreensão têm como efeito o entendimento, o amor, o crescimento mútuo.
Como é bom, no momento em que a raiva começa a surgir, conseguir olhar para o outro e perceber que ele ainda não consegue agir diferente, ou ver que existem outras verdades que não a dele. Como é bom, nesse momento, saber calar e ouvir. Como é bom poder compreender e aceitar. Como é bom, após o outro desabafar, conseguir, com o coração cheio de amor, dizer: “eu te entendo”.
Existe melhor caminho para a felicidade?
9.10.05
Quem sou eu? -
Você sabe quem é você? Mesmo? Você sabe dizer exatamente do que gosta e do que não gosta? Como reage diante de uma situação difícil? Como é diante de muitas pessoas e se muda quando está perto de amigos íntimos? Sabe perceber quando é aceito e suas palavras desejadas? Conhece seus defeitos e suas qualidades?
Muitas perguntas, não? Mas necessárias. Necessárias ao auto-conhecimento. Saber o que somos, do que gostamos, como agimos, como somos vistos e até se somos diferentes de acordo com cada situação é essencial para sabermos lidar com o mundo, com as pessoas que convivemos e sermos felizes.
Uma frase muito conhecida diz “ame-se primeiro para depois amar, pois quem não tem algo não o pode dar”. Eu concordo. E também acho que ninguém ama quem não conhece. Então se não nos conhecemos, como podemos nos amar?
Conhecer-se começa por sabermos nossos limites. Compreender o que é válido em nossas vidas e o que não é. Por exemplo: você fuma? Saber se gosta do cheiro e do gosto do cigarro pode dizer se essa situação vai fazer parte do seu dia-a-dia, ou não. A mesma coisa para roupas, jóias, perfume, comida, bebida – você sabe exatamente do que gosta ou vai atrás de modismos para ser aceito? Será que você não muda seus hábitos, por exemplo, em função do hábito do parceiro?
Nós mudamos muito de acordo com as situações. Claro que não podemos ser brincalhões o tempo todo, ou sérios o tempo todo. Há momento para tudo. Mas mudar de opinião e de personalidade como quem muda de roupa é um grande problema.
Comece fazendo uma lista do que gosta e do que não gosta. Comece a perceber-se nas situações. Perceba no que você é diferente dos outros. Descubra o que gosta em você mesmo e o que pode fazer melhor. Entenda suas limitações e expanda suas qualidades. Aprenda a se aceitar como você é, mas tendo consciência de que sempre podemos mudar para melhor.
Mas o que é ser “melhor”? Aí está o auto-conhecimento. Sermos melhores hoje do que éramos ontem. Compararmo-nos a nós mesmos e não aos outros. Entendeu? Vou explicar melhor. As mulheres se acham magras ou gordas sempre se comparando a outras mulheres. Na escola, nos achamos bons ou maus alunos nos comparando aos outros alunos. Nos achamos pessoas benevolentes ou egoístas comparando nossos gestos aos dos outros.
E se mudarmos a perspectiva? Compare-se com você mesmo. Ontem você estava mais magro, menos inteligente, ou menos caridoso? Olhando para você mesmo há um ano, você era alguém melhor ou pior? Mas lembre-se que só vale a SUA PRÓPRIA concepção de “melhor” ou “pior”.
Saber quem é você é compreender o seu papel no mundo; é aceitar-se; é respeitar-se; é saber o que o faz mal e saber dizer não a isso; é conhecer suas aptidões; é saber quais são os seus sonhos; é saber e valorizar o que se tem de bom e especial na vida; é se olhar no espelho e conseguir dizer com o coração tranqüilo “EU ME AMO”.
Quando você se conhece e se ama, consegue viver com tranqüilidade, pois sabe o que quer, onde quer chegar e o que pode fazer para chegar lá. Quando você se conhece e se ama, pode amar e ser amado. Quando você se conhece e se ama, pode descobrir mais facilmente o caminho para a felicidade.
Você sabe quem é você? Mesmo? Você sabe dizer exatamente do que gosta e do que não gosta? Como reage diante de uma situação difícil? Como é diante de muitas pessoas e se muda quando está perto de amigos íntimos? Sabe perceber quando é aceito e suas palavras desejadas? Conhece seus defeitos e suas qualidades?
Muitas perguntas, não? Mas necessárias. Necessárias ao auto-conhecimento. Saber o que somos, do que gostamos, como agimos, como somos vistos e até se somos diferentes de acordo com cada situação é essencial para sabermos lidar com o mundo, com as pessoas que convivemos e sermos felizes.
Uma frase muito conhecida diz “ame-se primeiro para depois amar, pois quem não tem algo não o pode dar”. Eu concordo. E também acho que ninguém ama quem não conhece. Então se não nos conhecemos, como podemos nos amar?
Conhecer-se começa por sabermos nossos limites. Compreender o que é válido em nossas vidas e o que não é. Por exemplo: você fuma? Saber se gosta do cheiro e do gosto do cigarro pode dizer se essa situação vai fazer parte do seu dia-a-dia, ou não. A mesma coisa para roupas, jóias, perfume, comida, bebida – você sabe exatamente do que gosta ou vai atrás de modismos para ser aceito? Será que você não muda seus hábitos, por exemplo, em função do hábito do parceiro?
Nós mudamos muito de acordo com as situações. Claro que não podemos ser brincalhões o tempo todo, ou sérios o tempo todo. Há momento para tudo. Mas mudar de opinião e de personalidade como quem muda de roupa é um grande problema.
Comece fazendo uma lista do que gosta e do que não gosta. Comece a perceber-se nas situações. Perceba no que você é diferente dos outros. Descubra o que gosta em você mesmo e o que pode fazer melhor. Entenda suas limitações e expanda suas qualidades. Aprenda a se aceitar como você é, mas tendo consciência de que sempre podemos mudar para melhor.
Mas o que é ser “melhor”? Aí está o auto-conhecimento. Sermos melhores hoje do que éramos ontem. Compararmo-nos a nós mesmos e não aos outros. Entendeu? Vou explicar melhor. As mulheres se acham magras ou gordas sempre se comparando a outras mulheres. Na escola, nos achamos bons ou maus alunos nos comparando aos outros alunos. Nos achamos pessoas benevolentes ou egoístas comparando nossos gestos aos dos outros.
E se mudarmos a perspectiva? Compare-se com você mesmo. Ontem você estava mais magro, menos inteligente, ou menos caridoso? Olhando para você mesmo há um ano, você era alguém melhor ou pior? Mas lembre-se que só vale a SUA PRÓPRIA concepção de “melhor” ou “pior”.
Saber quem é você é compreender o seu papel no mundo; é aceitar-se; é respeitar-se; é saber o que o faz mal e saber dizer não a isso; é conhecer suas aptidões; é saber quais são os seus sonhos; é saber e valorizar o que se tem de bom e especial na vida; é se olhar no espelho e conseguir dizer com o coração tranqüilo “EU ME AMO”.
Quando você se conhece e se ama, consegue viver com tranqüilidade, pois sabe o que quer, onde quer chegar e o que pode fazer para chegar lá. Quando você se conhece e se ama, pode amar e ser amado. Quando você se conhece e se ama, pode descobrir mais facilmente o caminho para a felicidade.
10.9.05
Bate Coração! -
Como é bom estar apaixonado. Poder falar aquela frase: “há quanto tempo eu não sentia isso!”. Quando nos apaixonamos parece que a vida fica mais colorida. Nossos pais sempre dizem que parece que vimos um “passarinho verde”. Não faço idéia de onde essa expressão surgiu, mas acredito que seja dita há décadas!
A paixão age no nosso organismo como quando comemos um doce delicioso, ou praticamos nosso esporte favorito: aumenta o nível de adrenalina e outros hormônios relacionados ao prazer. Ficamos mais ativos, corados, ansiosos.
Estar apaixonado é ver a vida com outros olhos; é perceber mais os detalhes; é contar as horas, os minutos; é rir por nada; é não conseguir pensar em mais nada; é saber que há alguém pensando em você; é planejar o dia em função de alguém; é se sentir feliz mesmo sem saber o porquê.
E quando não estamos apaixonados, parece que sempre estamos à procura desse sentimento. Parece que a paixão nos faz falta. Talvez pelas nossas carências, pela necessidade incessante que o ser humano tem de dar e receber amor e carinho.
Dizem que não escolhemos por quem nos apaixonamos. Eu ainda não pude comprovar essa tese. Mas que acontece de olharmos para alguém e perdermos o fôlego, sentirmos a pulsação aumentar e aquele calor subir, acontece! E, quanto a isso, é difícil tentar lutar. O desejo e a atração parecem mais fortes que nós.
Outras vezes ficamos com alguém por achar essa pessoa interessante e, só depois de um tempo, nos apaixonamos. Neste caso, a relação é um pouco mais “racional”, não perdemos a razão logo de cara. Mas quando a paixão vem, pela pessoa que nós escolhemos, é tão bom. O sentimento é o mesmo, as sensações são as mesmas. E se sabemos que ela combina de verdade conosco, perfeito! Achamos a pessoa certa.
Mas mesmo que você não tenha escolhido, apaixone-se sempre! Não perca oportunidades esperando a “pessoa certa”. Ela vai aparecer na “hora certa”. Até lá, viva o hoje. Sentindo tudo o que o hoje pode lhe dar! Sendo feliz hoje, mesmo que não seja como no conto da Cinderela. Pois a felicidade é vivida a cada minuto e não para sempre...
Como é bom estar apaixonado. Poder falar aquela frase: “há quanto tempo eu não sentia isso!”. Quando nos apaixonamos parece que a vida fica mais colorida. Nossos pais sempre dizem que parece que vimos um “passarinho verde”. Não faço idéia de onde essa expressão surgiu, mas acredito que seja dita há décadas!
A paixão age no nosso organismo como quando comemos um doce delicioso, ou praticamos nosso esporte favorito: aumenta o nível de adrenalina e outros hormônios relacionados ao prazer. Ficamos mais ativos, corados, ansiosos.
Estar apaixonado é ver a vida com outros olhos; é perceber mais os detalhes; é contar as horas, os minutos; é rir por nada; é não conseguir pensar em mais nada; é saber que há alguém pensando em você; é planejar o dia em função de alguém; é se sentir feliz mesmo sem saber o porquê.
E quando não estamos apaixonados, parece que sempre estamos à procura desse sentimento. Parece que a paixão nos faz falta. Talvez pelas nossas carências, pela necessidade incessante que o ser humano tem de dar e receber amor e carinho.
Dizem que não escolhemos por quem nos apaixonamos. Eu ainda não pude comprovar essa tese. Mas que acontece de olharmos para alguém e perdermos o fôlego, sentirmos a pulsação aumentar e aquele calor subir, acontece! E, quanto a isso, é difícil tentar lutar. O desejo e a atração parecem mais fortes que nós.
Outras vezes ficamos com alguém por achar essa pessoa interessante e, só depois de um tempo, nos apaixonamos. Neste caso, a relação é um pouco mais “racional”, não perdemos a razão logo de cara. Mas quando a paixão vem, pela pessoa que nós escolhemos, é tão bom. O sentimento é o mesmo, as sensações são as mesmas. E se sabemos que ela combina de verdade conosco, perfeito! Achamos a pessoa certa.
Mas mesmo que você não tenha escolhido, apaixone-se sempre! Não perca oportunidades esperando a “pessoa certa”. Ela vai aparecer na “hora certa”. Até lá, viva o hoje. Sentindo tudo o que o hoje pode lhe dar! Sendo feliz hoje, mesmo que não seja como no conto da Cinderela. Pois a felicidade é vivida a cada minuto e não para sempre...
3.9.05
Por que comigo? Justo comigo! –
Como é ruim decepcionar-se. Dizer que não devemos criar expectativas é falar o óbvio. Só que, mesmo assim, continuamos a não só criar essas expectativas, mas a colocar todas as nossas energias e perspectivas em um só foco. Quando o que esperamos não acontece ou dá errado, vem aquela baita decepção.
Já que as expectativas são naturais, acho que o conselho a ser dado é outro. Precisamos é fundamentar equilibradamente nossas vidas em três fatores essenciais: o físico (saúde, lazer, esportes), o emocional (família, amigos, companheiro, religião) e o intelectual (estudo, trabalho). Doando a mesma energia, tempo e dedicação a cada um desses três fatores é possível não cair, mesmo diante de uma grande decepção, pois teremos outras bases em que nos apoiar.
O problema é que, se queremos algo, largamos todo o resto em função disso. Se estamos na faculdade, só estudamos - o resto da vida praticamente pára. Se estamos em um relacionamento, depositamos todas as nossas expectativas no futuro dessa relação. E se ela acaba? Nós afundamos junto. Se trabalhamos demais, vem o estresse, perdemos a saúde. É preciso haver um equilíbrio.
Este equilíbrio é que vai trazer a segurança para resistirmos a qualquer tipo de decepção.
Acho que o mais difícil é quando nos decepcionamos com alguém. Para o dinheiro se dá um jeito, para o relacionamento, arrumamos outro. Mas acreditar, confiar e até idolatrar alguém e perceber que esta pessoa não era nada daquilo que acreditávamos dói. Dói porque nos sentimos traídos, burros, ingênuos. A decepção é mais conosco mesmos do que com o outro.
E como recuperar-se? Aprendendo que ninguém pensa como nós; ninguém age como nós; ninguém se doa como nós. Aprendendo que ninguém é perfeito, pelo contrário, as pessoas têm defeitos e agem sempre pensando em si em primeiro lugar. Isso é ruim? Não. Devemos pensar primeiro em nós. Mas não devemos ser egocêntricos. Precisamos conseguir olhar para o lado e ver que existe um outro igual a nós: alguém que está aqui para aprender, crescer, melhorar, evoluir.
E não podemos achar que porque nos decepcionamos com uma pessoa, todo o resto do mundo não presta. Não diz o ditado que “a esperança é a última que morre”. Acredite nisso. Entrar em depressão é cavar diariamente e continuamente um buraco, estando dentro dele! Quem sabe não seja você mesmo quem vai fazer essa pessoa, foco da sua desilusão, ser alguém melhor?
A vida é um ciclo diário. Todo dia podemos começar uma nova história. Basta querermos e termos PERSEVERANÇA. Nenhuma decepção dura para sempre. Assim como nenhuma alegria. Por isso, cada decepção é somente o fim de um ciclo e início de outro. Se aprendermos com o que nos fez sofrer, podemos fazer diferente no novo ciclo que se inicia. Fazendo diferente, a chance de sermos felizes é cada dia maior.
Como é ruim decepcionar-se. Dizer que não devemos criar expectativas é falar o óbvio. Só que, mesmo assim, continuamos a não só criar essas expectativas, mas a colocar todas as nossas energias e perspectivas em um só foco. Quando o que esperamos não acontece ou dá errado, vem aquela baita decepção.
Já que as expectativas são naturais, acho que o conselho a ser dado é outro. Precisamos é fundamentar equilibradamente nossas vidas em três fatores essenciais: o físico (saúde, lazer, esportes), o emocional (família, amigos, companheiro, religião) e o intelectual (estudo, trabalho). Doando a mesma energia, tempo e dedicação a cada um desses três fatores é possível não cair, mesmo diante de uma grande decepção, pois teremos outras bases em que nos apoiar.
O problema é que, se queremos algo, largamos todo o resto em função disso. Se estamos na faculdade, só estudamos - o resto da vida praticamente pára. Se estamos em um relacionamento, depositamos todas as nossas expectativas no futuro dessa relação. E se ela acaba? Nós afundamos junto. Se trabalhamos demais, vem o estresse, perdemos a saúde. É preciso haver um equilíbrio.
Este equilíbrio é que vai trazer a segurança para resistirmos a qualquer tipo de decepção.
Acho que o mais difícil é quando nos decepcionamos com alguém. Para o dinheiro se dá um jeito, para o relacionamento, arrumamos outro. Mas acreditar, confiar e até idolatrar alguém e perceber que esta pessoa não era nada daquilo que acreditávamos dói. Dói porque nos sentimos traídos, burros, ingênuos. A decepção é mais conosco mesmos do que com o outro.
E como recuperar-se? Aprendendo que ninguém pensa como nós; ninguém age como nós; ninguém se doa como nós. Aprendendo que ninguém é perfeito, pelo contrário, as pessoas têm defeitos e agem sempre pensando em si em primeiro lugar. Isso é ruim? Não. Devemos pensar primeiro em nós. Mas não devemos ser egocêntricos. Precisamos conseguir olhar para o lado e ver que existe um outro igual a nós: alguém que está aqui para aprender, crescer, melhorar, evoluir.
E não podemos achar que porque nos decepcionamos com uma pessoa, todo o resto do mundo não presta. Não diz o ditado que “a esperança é a última que morre”. Acredite nisso. Entrar em depressão é cavar diariamente e continuamente um buraco, estando dentro dele! Quem sabe não seja você mesmo quem vai fazer essa pessoa, foco da sua desilusão, ser alguém melhor?
A vida é um ciclo diário. Todo dia podemos começar uma nova história. Basta querermos e termos PERSEVERANÇA. Nenhuma decepção dura para sempre. Assim como nenhuma alegria. Por isso, cada decepção é somente o fim de um ciclo e início de outro. Se aprendermos com o que nos fez sofrer, podemos fazer diferente no novo ciclo que se inicia. Fazendo diferente, a chance de sermos felizes é cada dia maior.
28.8.05
Sonhar não custa nada -
Conheço muita gente que vive sonhando. Outras que vivem sem sonhos. Acho que o melhor é viver para alcançar os sonhos. Não falo de devaneios, como ganhar na loteria ou virar astro de cinema mundial. Mas daqueles sonhos que dão sentido à vida e nos fazem ter vontade de acordar a cada dia.
Todo mundo tem algum sonho dentro de si, seja construir família e ter filhos, alcançar uma posição de destaque na profissão, ser um campeão no esporte, ganhar um Prêmio Nobel – quem sabe? Acho que tudo isso é possível. Mas o importante mesmo é ter sonhos. Saber que estamos vivendo pra chegar em algum lugar, pra alcançar algum objetivo.
Você está perdido? Não sabe aonde quer chegar? Então pare e pense. Caminhar por caminhar só serve para manter a saúde, fortalecer a musculatura. Fora isso, precisamos saber para onde estamos indo, que caminhos temos que tomar, que paradas precisaremos fazer, que habilidades precisaremos aprender.
Ter sonhos e não traçar caminhos para alcançá-los não serve de nada.
Saber para onde ir é só o primeiro passo, mas sem isso, não há um segundo passo. Talvez haja, mas será que você não estará rodando em círculos? Tenha metas; imponha-se prazos; lute contra a preguiça; seja perseverante; tenha determinação; não deixe de viver o presente, mas aja visando o futuro.
Quantos não começam vários cursos, várias faculdades e ainda assim se sentem perdidos? Eu sempre aconselho a ouvir o coração. A vontade de ganhar dinheiro é justa; de ter um nome conhecido é justa; de não querer uma rotina também é justa! Mas se o coração não está satisfeito, nenhum dinheiro do mundo vai lhe trazer paz ou felicidade.
A gente só é feliz quando faz o que gosta, quando tem o que deseja. Então saiba o que você quer e lute por isso! Sonhar não é só vivenciar momentos na hora do sono. Sonhar é ter esperança; é saber que vale a pena o salário baixo, o patrão chato; é se conhecer e compreender as próprias necessidades; é acreditar que tudo é possível se tirarmos a bunda da cadeira e começarmos a agir. Sonhar é viver o hoje com a certeza de um amanhã melhor.
Nunca desista dos seus sonhos! Jamais! Viver sem sonhos é morrer devagarzinho: não há razão para acordar, motivo para trabalhar, sentido para sorrir. E quem não ama, não luta, não trabalha e não sorri, não sonha e nem vive.
Então sonhe! Sonhe alto! Vá em busca do que o seu coração pede. Ele nunca erra, pode ter certeza! Sonhe e alcance essa tão desejada felicidade.
Conheço muita gente que vive sonhando. Outras que vivem sem sonhos. Acho que o melhor é viver para alcançar os sonhos. Não falo de devaneios, como ganhar na loteria ou virar astro de cinema mundial. Mas daqueles sonhos que dão sentido à vida e nos fazem ter vontade de acordar a cada dia.
Todo mundo tem algum sonho dentro de si, seja construir família e ter filhos, alcançar uma posição de destaque na profissão, ser um campeão no esporte, ganhar um Prêmio Nobel – quem sabe? Acho que tudo isso é possível. Mas o importante mesmo é ter sonhos. Saber que estamos vivendo pra chegar em algum lugar, pra alcançar algum objetivo.
Você está perdido? Não sabe aonde quer chegar? Então pare e pense. Caminhar por caminhar só serve para manter a saúde, fortalecer a musculatura. Fora isso, precisamos saber para onde estamos indo, que caminhos temos que tomar, que paradas precisaremos fazer, que habilidades precisaremos aprender.
Ter sonhos e não traçar caminhos para alcançá-los não serve de nada.
Saber para onde ir é só o primeiro passo, mas sem isso, não há um segundo passo. Talvez haja, mas será que você não estará rodando em círculos? Tenha metas; imponha-se prazos; lute contra a preguiça; seja perseverante; tenha determinação; não deixe de viver o presente, mas aja visando o futuro.
Quantos não começam vários cursos, várias faculdades e ainda assim se sentem perdidos? Eu sempre aconselho a ouvir o coração. A vontade de ganhar dinheiro é justa; de ter um nome conhecido é justa; de não querer uma rotina também é justa! Mas se o coração não está satisfeito, nenhum dinheiro do mundo vai lhe trazer paz ou felicidade.
A gente só é feliz quando faz o que gosta, quando tem o que deseja. Então saiba o que você quer e lute por isso! Sonhar não é só vivenciar momentos na hora do sono. Sonhar é ter esperança; é saber que vale a pena o salário baixo, o patrão chato; é se conhecer e compreender as próprias necessidades; é acreditar que tudo é possível se tirarmos a bunda da cadeira e começarmos a agir. Sonhar é viver o hoje com a certeza de um amanhã melhor.
Nunca desista dos seus sonhos! Jamais! Viver sem sonhos é morrer devagarzinho: não há razão para acordar, motivo para trabalhar, sentido para sorrir. E quem não ama, não luta, não trabalha e não sorri, não sonha e nem vive.
Então sonhe! Sonhe alto! Vá em busca do que o seu coração pede. Ele nunca erra, pode ter certeza! Sonhe e alcance essa tão desejada felicidade.
21.8.05
Alguém ou ninguém? -
Você já parou para pensar que para 99,9% do mundo você é ninguém? Bilhões de habitantes na terra desconhecem completamente a sua existência. Mas ao mesmo tempo, para um pequeno grupo de pessoas especiais, você É ALGUÉM. Agora vem a pergunta: para você, importa que QUEM o considere alguém? Somente sua família e um grupo de amigos? Aquela pessoa especial? A cidade onde mora? Ou o país inteiro?
Talvez o mais difícil seja para aqueles que se sentem como ninguém. Acredito que isso aconteça por uma visão equivocada de um ser ainda perdido na estrada da vida. Pois sempre há alguém que nos considera ALGUÉM, assim mesmo, com letras maiúsculas, com muito carinho, muito amor.
Tudo depende do que nós queremos, do que nos é suficiente ou não.
Existem pessoas que vivem rodeadas de amigos, sempre juntos, nas festas, nos estudos, no trabalho. Outras têm mais dificuldades e contam apenas com um pequeno grupo. Daqueles em que um desconhece o outro, pois cada um faz parte de um contexto diferente, em situações, climas e intensidades diferentes.
São poucos aqueles que podem dizer que têm muitos AMIGOS - no sentido de pessoas confiáveis, chegadas, que nos conhecem de verdade e estão sempre lá quando precisamos. A maioria das pessoas tem muitos colegas e alguns amigos. Outras têm poucos colegas e um ou dois amigos.
Mas o importante não é a quantidade, mas a qualidade e o que esperamos dessas pessoas. Se esperarmos muito, temos grandes chances de nos decepcionarmos. Mas se soubermos compreender que cada um só dá aquilo que possui, ou aquilo que sabe, nos decepcionaremos menos.
Não se sinta como ninguém. Não haja de forma a se tornar ninguém – porque isso é possível! Pessoas arrogantes, egoístas, manipuladoras, têm grandes chances de se tornar ninguém, pois acabam distanciando todos aqueles que poderiam considerá-la ALGUÉM. Elas se tornam um alguém indesejado, ou, simplesmente, ninguém.
Ser ALGUÉM significa ser especial, ser único, ser amigo, ser companheiro, ser amado. Deseje ser ALGUÉM para pessoas que também são ALGUÉM para você. Braços de menos de um metro não podem abraçar o mundo! Você pode até ser conhecido por muitas, centenas, milhares de pessoas, mas para elas você será só mais um alguém, assim, com letras minúsculas.
Valorize os ALGUÉNS da sua vida. Assim, você sempre será ALGUÉM. Sempre! E a felicidade? Ela vem como consequência natural.
Você já parou para pensar que para 99,9% do mundo você é ninguém? Bilhões de habitantes na terra desconhecem completamente a sua existência. Mas ao mesmo tempo, para um pequeno grupo de pessoas especiais, você É ALGUÉM. Agora vem a pergunta: para você, importa que QUEM o considere alguém? Somente sua família e um grupo de amigos? Aquela pessoa especial? A cidade onde mora? Ou o país inteiro?
Talvez o mais difícil seja para aqueles que se sentem como ninguém. Acredito que isso aconteça por uma visão equivocada de um ser ainda perdido na estrada da vida. Pois sempre há alguém que nos considera ALGUÉM, assim mesmo, com letras maiúsculas, com muito carinho, muito amor.
Tudo depende do que nós queremos, do que nos é suficiente ou não.
Existem pessoas que vivem rodeadas de amigos, sempre juntos, nas festas, nos estudos, no trabalho. Outras têm mais dificuldades e contam apenas com um pequeno grupo. Daqueles em que um desconhece o outro, pois cada um faz parte de um contexto diferente, em situações, climas e intensidades diferentes.
São poucos aqueles que podem dizer que têm muitos AMIGOS - no sentido de pessoas confiáveis, chegadas, que nos conhecem de verdade e estão sempre lá quando precisamos. A maioria das pessoas tem muitos colegas e alguns amigos. Outras têm poucos colegas e um ou dois amigos.
Mas o importante não é a quantidade, mas a qualidade e o que esperamos dessas pessoas. Se esperarmos muito, temos grandes chances de nos decepcionarmos. Mas se soubermos compreender que cada um só dá aquilo que possui, ou aquilo que sabe, nos decepcionaremos menos.
Não se sinta como ninguém. Não haja de forma a se tornar ninguém – porque isso é possível! Pessoas arrogantes, egoístas, manipuladoras, têm grandes chances de se tornar ninguém, pois acabam distanciando todos aqueles que poderiam considerá-la ALGUÉM. Elas se tornam um alguém indesejado, ou, simplesmente, ninguém.
Ser ALGUÉM significa ser especial, ser único, ser amigo, ser companheiro, ser amado. Deseje ser ALGUÉM para pessoas que também são ALGUÉM para você. Braços de menos de um metro não podem abraçar o mundo! Você pode até ser conhecido por muitas, centenas, milhares de pessoas, mas para elas você será só mais um alguém, assim, com letras minúsculas.
Valorize os ALGUÉNS da sua vida. Assim, você sempre será ALGUÉM. Sempre! E a felicidade? Ela vem como consequência natural.
14.8.05
Preto e branco ou arco-íris? -
Cada um vê o mundo de uma forma. Ninguém vê as cores da mesma maneira. Ninguém percebe os mesmos detalhes e objetos quando chega num ambiente. Lembra que quando você era criança tudo parecia enorme? Hoje você volta ao mesmo lugar e vê tudo menor, mais simples.
Agora imagine nas questões subjetivas da vida. Cada ser humano recebeu uma educação familiar diferente, estudou em lugares diferentes, cresceu em culturas diferentes, aprendeu a ver o mundo com olhos únicos e conceitos particulares. Isso sem contar a personalidade de cada um! Uma situação que leva, invariavelmente, a modos de vida exclusivos e percepções diferenciadas.
A convivência em grupo é um eterno jogo de opiniões, julgamentos, concordâncias ou discordâncias.
Há aquelas pessoas pessimistas, que parecem ver o mundo em preto e branco, ou é oito ou oitenta. Pessoas que sempre vêem o copo meio vazio; que buscam o pior em cada situação; que reclamam constantemente de tudo. Mas também há aquelas que percebem os dias com todos os matizes infinitos que vão do vermelho ao violeta do arco-íris. Pessoas sorridentes, de bem com a vida, que buscam o melhor e sempre dão aquele incentivo quando mais precisamos. Em que grupo você se encaixa?
Claro que existe o meio termo, e que, até as mais otimistas, têm dias ruins. Mas a dificuldade consiste em conviver com as diferenças e ser tolerante para com aqueles que ainda não percebem a magia das cores da vida.
Ter compaixão, compreender o outro, saber calar, saber ouvir, são qualidades essenciais nos dias de hoje – e sempre! Qualidades a serem cultivadas por nós; a serem aprendidas e ensinadas.
Saibamos ver a graça do dia. Saibamos entender as diferenças gigantescas existentes entre cada um de nós. Saibamos olhar o outro e percebê-lo como alguém que sofre e batalha como nós. Saibamos nos colocar no lugar do outro e perceber como ele olha a vida.
Colocando as diferenças de lado, conseguimos conviver em harmonia. Conseguimos entender um pouquinho do que significa essa palavra tão desejada chamada felicidade.
Cada um vê o mundo de uma forma. Ninguém vê as cores da mesma maneira. Ninguém percebe os mesmos detalhes e objetos quando chega num ambiente. Lembra que quando você era criança tudo parecia enorme? Hoje você volta ao mesmo lugar e vê tudo menor, mais simples.
Agora imagine nas questões subjetivas da vida. Cada ser humano recebeu uma educação familiar diferente, estudou em lugares diferentes, cresceu em culturas diferentes, aprendeu a ver o mundo com olhos únicos e conceitos particulares. Isso sem contar a personalidade de cada um! Uma situação que leva, invariavelmente, a modos de vida exclusivos e percepções diferenciadas.
A convivência em grupo é um eterno jogo de opiniões, julgamentos, concordâncias ou discordâncias.
Há aquelas pessoas pessimistas, que parecem ver o mundo em preto e branco, ou é oito ou oitenta. Pessoas que sempre vêem o copo meio vazio; que buscam o pior em cada situação; que reclamam constantemente de tudo. Mas também há aquelas que percebem os dias com todos os matizes infinitos que vão do vermelho ao violeta do arco-íris. Pessoas sorridentes, de bem com a vida, que buscam o melhor e sempre dão aquele incentivo quando mais precisamos. Em que grupo você se encaixa?
Claro que existe o meio termo, e que, até as mais otimistas, têm dias ruins. Mas a dificuldade consiste em conviver com as diferenças e ser tolerante para com aqueles que ainda não percebem a magia das cores da vida.
Ter compaixão, compreender o outro, saber calar, saber ouvir, são qualidades essenciais nos dias de hoje – e sempre! Qualidades a serem cultivadas por nós; a serem aprendidas e ensinadas.
Saibamos ver a graça do dia. Saibamos entender as diferenças gigantescas existentes entre cada um de nós. Saibamos olhar o outro e percebê-lo como alguém que sofre e batalha como nós. Saibamos nos colocar no lugar do outro e perceber como ele olha a vida.
Colocando as diferenças de lado, conseguimos conviver em harmonia. Conseguimos entender um pouquinho do que significa essa palavra tão desejada chamada felicidade.
7.8.05
Solidão... Ah! Solidão! -
Você já se sentiu sozinho? Claro. Acho que todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, já se sentiu sozinho. Mas tem gente que passa por momentos maiores de solidão. Momentos em que um enorme vazio parece tomar conta do peito e em que a tristeza é inevitável. Os motivos podem ser os mais variados: a perda de alguém, a distância, a inadequação a situações e amizades, ou a falta de um companheiro.
Aí, saber lidar com a solidão é o mais importante. Seja buscar os colegas e amigos; sair da rotina; abrir o coração!
Nenhuma solidão é eterna, afinal, nunca estamos realmente e completamente sozinhos. Vivemos em sociedade e convivemos com dezenas de pessoas diariamente. Claro que, muitas vezes, os colegas de trabalho não vão suprir a solidão, até porque a conversa no trabalho pode ser só sobre trabalho. E talvez nem os amigos resolvam o problema, pois o sentimento que se tem deseja um “algo a mais”, que não pode ser suprido com um bate-papo de bar ou uma simples conversa. Mas essas são situações que ajudam a fugir da solidão, a driblá-la.
Acredito que estar aberto ao mundo, ter objetivos e, o mais importante, ter paciência, são as soluções mais imediatas à solidão. Chorar faz parte. Desejar faz parte. Se isolar (por alguns momentos apenas!) faz parte. Mas o melhor ainda é descobrir que fatos, atitudes, distanciamentos, prioridades, levaram a esta situação de solidão.
Qualquer médico inteligente diz: “não adianta tratar os sintomas, precisamos descobrir as causas”. Acho que neste ponto é que começamos a lidar corretamente com a solidão – descobrindo a sua causa! E, a partir daí, fazer diferente, buscar o que se deixou de lado, ir atrás do que lhe fará feliz.
Eu tenho certeza de que a felicidade depende essencialmente de nós mesmos. Se a solidão é causada pela falta de alguém, podemos ir atrás desse “alguém”, ou então ter paciência e estar pronto para quando ele chegar. E estar pronto significa se amar em primeiro lugar; significa ter expectativas realistas quanto a alguém que realmente vá combinar com você.
Eu acredito que a solidão também seja uma fase de amadurecimento, em que aprendemos a nos valorizar e a compreender e respeitar o outro. Imagine aparecer um verdadeiro príncipe encantado (ou princesa, claro!) e você não estar preparado pra ele? Isso acontece mais do que você imagina. Pessoas maravilhosas cruzam nossos caminhos e as deixamos passar sem nem perceber o que poderíamos ter tido.
É por isso que acredito que a felicidade dependa, em primeiro lugar, de nós. O outro só vai completar e ser mais uma parte de nossas vidas, entre trabalho, religião, família, amigos, lazer. A solidão muitas vezes é uma fase de preparação. No caso de uma perda, ela é uma fase de transformação e aprimoramento. Mas sempre é amadurecimento. Acreditar nisso, faz a dor ser menor; faz termos esperança de que o amanhã será melhor. Ser feliz depende de uma mudança na forma de ver o mundo. Afinal, a felicidade começa dentro de nós mesmos...
Você já se sentiu sozinho? Claro. Acho que todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, já se sentiu sozinho. Mas tem gente que passa por momentos maiores de solidão. Momentos em que um enorme vazio parece tomar conta do peito e em que a tristeza é inevitável. Os motivos podem ser os mais variados: a perda de alguém, a distância, a inadequação a situações e amizades, ou a falta de um companheiro.
Aí, saber lidar com a solidão é o mais importante. Seja buscar os colegas e amigos; sair da rotina; abrir o coração!
Nenhuma solidão é eterna, afinal, nunca estamos realmente e completamente sozinhos. Vivemos em sociedade e convivemos com dezenas de pessoas diariamente. Claro que, muitas vezes, os colegas de trabalho não vão suprir a solidão, até porque a conversa no trabalho pode ser só sobre trabalho. E talvez nem os amigos resolvam o problema, pois o sentimento que se tem deseja um “algo a mais”, que não pode ser suprido com um bate-papo de bar ou uma simples conversa. Mas essas são situações que ajudam a fugir da solidão, a driblá-la.
Acredito que estar aberto ao mundo, ter objetivos e, o mais importante, ter paciência, são as soluções mais imediatas à solidão. Chorar faz parte. Desejar faz parte. Se isolar (por alguns momentos apenas!) faz parte. Mas o melhor ainda é descobrir que fatos, atitudes, distanciamentos, prioridades, levaram a esta situação de solidão.
Qualquer médico inteligente diz: “não adianta tratar os sintomas, precisamos descobrir as causas”. Acho que neste ponto é que começamos a lidar corretamente com a solidão – descobrindo a sua causa! E, a partir daí, fazer diferente, buscar o que se deixou de lado, ir atrás do que lhe fará feliz.
Eu tenho certeza de que a felicidade depende essencialmente de nós mesmos. Se a solidão é causada pela falta de alguém, podemos ir atrás desse “alguém”, ou então ter paciência e estar pronto para quando ele chegar. E estar pronto significa se amar em primeiro lugar; significa ter expectativas realistas quanto a alguém que realmente vá combinar com você.
Eu acredito que a solidão também seja uma fase de amadurecimento, em que aprendemos a nos valorizar e a compreender e respeitar o outro. Imagine aparecer um verdadeiro príncipe encantado (ou princesa, claro!) e você não estar preparado pra ele? Isso acontece mais do que você imagina. Pessoas maravilhosas cruzam nossos caminhos e as deixamos passar sem nem perceber o que poderíamos ter tido.
É por isso que acredito que a felicidade dependa, em primeiro lugar, de nós. O outro só vai completar e ser mais uma parte de nossas vidas, entre trabalho, religião, família, amigos, lazer. A solidão muitas vezes é uma fase de preparação. No caso de uma perda, ela é uma fase de transformação e aprimoramento. Mas sempre é amadurecimento. Acreditar nisso, faz a dor ser menor; faz termos esperança de que o amanhã será melhor. Ser feliz depende de uma mudança na forma de ver o mundo. Afinal, a felicidade começa dentro de nós mesmos...
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